OAB

No Paraná, Gisela Cardoso defende que avanços digitais não podem afrontar prerrogativas indispensáveis à advocacia e ao cidadão

Publicado em

OAB

Foto da Notícia: No Paraná, Gisela Cardoso defende que avanços digitais não podem afrontar prerrogativas indispensáveis à advocacia e ao cidadão

img“Precisamos estar atentos ao avanço da Inteligência Artificial, ao uso indiscriminado de tais ferramentas na advocacia, nesta era tecnológica, e garantir urgente regulamentação. Para nós, advogados e advogadas, isso significa segurança no exercício profissional. Neste contexto, uma das questões que nos afligem é que o juízo digital limita ou inviabiliza o contato do magistrado com a advocacia, embora essa prerrogativa seja prevista em lei. Além disso, com a restrição do uso da oralidade, que é uma ferramenta muito cara para nós, a palavra viva perde a força, já que vídeo gravado não é sustentação oral. E não há maior expressão da advocacia do que a atuação em tribuna. Quando isso é retirado de nós, a própria essência da advocacia é atingida”.

 

imgEsta foi uma das manifestações da presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, ao participar, na tarde desta sexta-feira (20), como palestrante, do l Encontro Sul-brasileiro de Prerrogativas, em Foz do Iguaçu no Paraná, no painel “Juiz natural, juiz à distância e ‘juiz sem rosto’ na era digital”.

 

Durante sua participação, Gisela reforçou que o momento atual é de transformações, que a profissão está mudando junto com o mundo e as incertezas ainda são maiores do que as respostas.

 

Ela também pontuou que, mesmo que a tecnologia traga avanços importantes, sendo um deles a ampliação do acesso para advogados e advogadas que atuam em regiões distantes, também apresenta desafios significativos. E ressaltou que a advocacia tem sido a mais afetada entre os atores do Sistema de Justiça. 

 

No debate do painel, foram citados como entraves serviços do Judiciário, como o balcão virtual e o juízo 100% digital, que embora tenham vindo com a proposta de dar celeridade ao sistema, quase sempre não funcionam de forma eficaz.

 

Por fim, Gisela convidou a todos para a I Conferência Nacional de Interiorização da Advocacia, evento histórico que será realizado pelo CFOAB em parceria com a OAB-MT, dias 7 e 8 de maio, em Cuiabá.

 

Em seguida, a moderadora do painel, Maíra Fonseca, que é diretora da Escola Superior da Advocacia do Paraná, parabenizou pela realização da Conferência e destacou que “o movimento de interiorização da advocacia faz justamente o caminho inverso do digital”, valorizando presença e diálogo olho no olho. 

 

imgAlém de Gisela Cardoso, foram palestrantes do painel o presidente da OAB de Mato Grosso do Sul, Bitto Pereira, que defendeu a razoabilidade no uso das ferramentas digitais, e o diretor da Escola de Prerrogativas da OAB-SC, Gabriel Kazapi, que manifestou preocupação com o que chamou de “juiz sem rosto”, afirmando que as ferramentas digitais devem estar a serviço da Justiça e da efetiva prestação jurisdicional.

 

imgParticiparam do Encontro, junto com a presidente Gisela Cardoso, representando a OAB-MT, o presidente do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), Pedro Neto, a procuradora de Defesa das Prerrogativas, Angeliza Neiverth, e os conselheiros federais Kamila Michiko e Breno Miranda, que também atuam como procuradores nacionais adjuntos de Prerrogativas.

 

Keka Werneck

Assessoria de Imprensa OAB-MT

Celular/WhatsApp: 65-99610.7865

imprensaoabmt@gmail.com

Instagram @oabmatogrosso

 

OAB MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

OAB

OAB-MT se posiciona contra retrocessos na concessão da justiça gratuita

Publicados

em

Foto da Notícia: OAB-MT se posiciona contra retrocessos na concessão da justiça gratuita

imgA Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) considera um retrocesso a aprovação, no Senado Federal, do Projeto de Lei 2.239/2022 que altera o Código de Processo Civil (CPC) estabelecendo novos critérios para concessão da gratuidade de Justiça.

Em um país com custas processuais tão exorbitantes, que por si só já afastam o acesso pleno à Justiça, não podemos concordar com qualquer restrição ou diminuição de direitos já adquiridos.

A determinação do teto de dois salários mínimos para o acesso gratuito à Justiça só trará um resultado, o aumento no afastamento do cidadão ao Poder Judiciário.

Tal fato não pode servir de compensação para novos requisitos de concessão da gratuidade da justiça trazidos no projeto aprovado pelo Senado e agora encaminhado para nova análise na Câmara dos Deputados.

Nesse sentido, a OAB-MT conclama o Congresso Nacional, em especial a bancada federal do Estado de Mato Grosso, para votar contra a referida proposta.

A defesa da cidadania, da Constituição e do acesso universal à Justiça é compromisso permanente da Ordem dos Advogados do Brasil.

 

Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
imprensaoabmt@gmail.com
Instagram @oabmatogrosso

OAB MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA