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Platão: nova ferramenta de IA do TCE-MT agiliza processos e fortalece fiscalização

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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O presidente Sérgio Ricardo afirmou que a inteligência artificial pode ser uma aliada estratégica da boa governança, da eficiência e da transparência. Clique aqui para ampliar.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) lançou, nesta terça-feira (16), a plataforma de inteligência artificial Platão, desenvolvida para agilizar processos internos, dar mais eficiência à fiscalização e garantir maior segurança no uso de dados públicos. A ferramenta realiza desde tarefas simples do dia a dia até análises complexas que envolvem decisões estratégicas, com impacto direto na gestão pública e na sociedade.

“Vivemos um tempo de transformação. A inteligência artificial, quando bem compreendida e bem aplicada, pode ser uma aliada estratégica da boa governança, da eficiência e da transparência. Então, nosso papel como órgão de controle é orientar, capacitar e fomentar inovações como esta, que permitem melhores entregas de serviços à sociedade”, disse o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

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A plataforma de inteligência artificial foi desenvolvida pela Secretaria Executiva de Tecnologia e Informação (SETI), coordenada por Reginaldo Hugo dos Santos. Clique aqui para ampliar.

Desenvolvida pela Secretaria Executiva de Tecnologia e Informação (SETI), a ferramenta conta com módulos baseados em IA generativa e é destinada exclusivamente para uso do público interno. Foi o que explicou o titular da SETI, Reginaldo Hugo dos Santos, ao destacar as funcionalidades da proposta.

“É uma plataforma modular, dividida por áreas de gestão, que pode apoiar tanto em tarefas corriqueiras quanto em processos mais sofisticados. O objetivo é acelerar o fluxo de trabalho, permitindo que os servidores se dediquem à análise crítica e à tomada de decisão. É importante lembrar que a IA não veio para tomar o lugar de ninguém. Ela apenas auxilia, mas a palavra final é sempre do servidor”, explicou.

Entre os módulos apresentados está o chat Platão, que permite aos servidores utilizar inteligência artificial em um ambiente seguro, garantindo a proteção de informações sigilosas. Além de fortalecer a fiscalização, a plataforma também moderniza a gestão interna, centralizando serviços de gestão de pessoas antes restritos à intranet, tornando-os acessíveis de forma rápida e prática para todos os servidores. 

Para o secretário executivo de Gestão de Pessoas, Enéias Viegas, além de fortalecer a fiscalização, a plataforma também traz avanços para a gestão interna. “Nosso objetivo é facilitar o dia a dia de quem atua no TCE-MT, fortalecendo a cultura de inovação e garantindo que a tecnologia esteja a serviço de uma gestão pública mais eficiente e humanizada”, disse.

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Consultor jurídico-geral do TCE-MT e coordenador pedagógico da Escola Superior de Contas, Grhegory Maia, também ressaltou os ganhos institucionais da plataforma.

O consultor jurídico-geral do TCE-MT e coordenador pedagógico da Escola Superior de Contas, Grhegory Maia, também ressaltou os ganhos institucionais da novidade.“A inteligência artificial vai trazer mais celeridade e mais conhecimento sobre dados e políticas aos julgadores finais, que são os conselheiros. Com isso, eles terão ainda mais segurança sobre cada processo de cada jurisdicionado”, afirmou.

Já o auditor público externo Victor Augusto Godoy salientou, em sua apresentação, a importância da engenharia de prompt, ou seja, a formulação de comandos precisos para que a inteligência artificial responda de forma assertiva.

“O prompt é como a programação em linguagem natural. É saber pedir para a máquina exatamente aquilo que se deseja”, disse. Além disso, chamou a atenção para a agilidade nos processos. “Em um teste prático, conseguimos gerar 100 ofícios em menos de um minuto, algo que manualmente levaria pelo menos um dia”, exemplificou.

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Servidores do TCE-MT participaram do lançamento da plataforma Platão e da Cartilha de Uso Ético de Inteligência Artificial no Serviço Público.

Na ocasião, também foi apresentado o módulo de análise de licitações, que representa um salto na fiscalização preventiva. Para o auditor público de externo Bruno Zys, o sistema permitirá reduzir drasticamente o tempo gasto na análise de editais e outros documentos relacionados.

“Uma análise manual de um edital de licitação, que pode levar em média dois dias, pode cair para uma ou duas horas. Com essa atuação tempestiva e preventiva, o Tribunal tem capacidade de identificar potenciais irregularidades de forma antecipada e determinar as correções necessárias. Assim, a licitação ganha competitividade, aumenta a concorrência e, consequentemente, reduz os preços finais de aquisição”, pontuou.

Durante o evento, também foi lançada a Cartilha de Uso Ético de Inteligência Artificial no Serviço Público, com orientações sobre boas práticas e segurança de dados. O material traz conceitos básicos, princípios éticos, boas práticas e exemplos de aplicação da IA garantindo suporte às equipes técnicas na adoção de soluções tecnológicas que respeitem a privacidade dos dados, a transparência e o interesse público.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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