Mato Grosso
Seaf garante 312 toneladas de alimentos para entidades e beneficia agricultores familiares em 12 municípios
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) garantiu, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a compra de 312 toneladas de alimentos produzidos pela agricultura familiar em 12 municípios mato-grossenses para diversas entidades.
De acordo com números da Seaf, o programa movimentou R$ 3,2 milhões apenas em 2025, beneficiando 245 agricultores familiares e destinando a produção para 16 entidades, entre elas escolas, hospitais e instituições socioassistenciais.
O programa, que é gerido pelo Governo Federal e executado pela Seaf em Mato Grosso, compra alimentos produzidos pela agricultura familiar e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar, bem como à rede socioassistencial, cozinhas comunitárias, restaurantes populares, mercados públicos, bancos de alimentos e escolas.
“O PAA é uma peça-chave dentro das políticas estaduais para o setor. O programa integra produção e cidadania: assegura renda ao agricultor e, ao mesmo tempo, garante alimentos de qualidade para quem mais precisa. É uma política que gera impacto social imediato e fortalece as bases de um desenvolvimento sustentável no campo”, afirmou a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.
Em Mato Grosso, há um diferencial na forma como o programa é executado. A Seaf e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) fazem a ponte direta com agricultores, ampliando o alcance e tornando a política pública mais próxima das realidades locais, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atua com associações e cooperativas.
Para o diretor-presidente da Empaer, Suelme Fernandes, esse trabalho conjunto é fundamental para o sucesso do programa. “O governo é um só. Nosso trabalho é em parceria, com diálogo constante entre as esferas federal, estadual e municipal. Uma mão ajuda a outra e juntos somos imbatíveis”, ressaltou.
O coordenador estadual do programa, Jean Venicius Moraes, acrescentou que a execução está alinhada com a capacidade produtiva. “Ainda temos cerca de R$ 800 mil disponíveis, para novas aquisições entre outubro e dezembro. Esses recursos vão ampliar a destinação de alimentos, mas não haverá novas adesões de agricultores, já que o ciclo precisa ser concluído com os produtores já cadastrados”, explicou.
Além de reduzir perdas no campo e garantir mercado aos produtores, o PAA contribui para a permanência das famílias no meio rural, valoriza povos indígenas, comunidades tradicionais e reforça o combate à fome em Mato Grosso. O planejamento do Governo do Estado é expandir o número de agricultores atendidos, investir em infraestrutura de comercialização – como feiras e pontos de distribuição – e integrar o programa a políticas estruturantes, como o MT Produtivo, consolidando o PAA como elo essencial entre campo e mesa.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Flávia Moretti culpa presidente da Câmara por travar projetos e agravar crise em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), responsabilizou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), pelo agravamento da crise financeira enfrentada pelo município. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16), a gestora afirmou que a falta de aprovação de projetos enviados pelo Executivo tem impedido o acesso a recursos e prejudicado o equilíbrio das contas públicas.
As declarações ocorreram após a publicação dos decretos que declararam situação de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Segundo Flávia, a administração assumiu uma dívida bilionária relacionada a precatórios, mas a situação teria sido agravada por decisões tomadas pelo Legislativo. A prefeita afirmou que buscou apoio do presidente da Câmara no início do mandato, mas passou a enfrentar resistência.
“Desde que assumi, pedi apoio ao presidente Wanderley Cerqueira, mas ele decidiu engessar e atrapalhar a prefeitura e a cidade toda”, declarou.
Entre as críticas feitas pela prefeita está a redução da margem de remanejamento do orçamento municipal, que teria passado de 30% para 5%. Segundo ela, a alteração limitou a capacidade da gestão de redistribuir recursos entre as secretarias e afetou áreas consideradas prioritárias.
“Essa medida comprometeu a utilização de verbas destinadas a áreas prioritárias e dificultou o funcionamento da máquina pública”, afirmou.
Outro ponto destacado por Flávia foi a tramitação de projetos de lei encaminhados pela Prefeitura à Câmara. De acordo com a prefeita, mais de 25 propostas consideradas essenciais estão paradas há meses no Legislativo.
“Hoje, temos mais de 25 projetos de leis cruciais parados na Câmara Municipal há meses. Projetos que liberam recursos para a saúde, educação e custeio da cidade. Todos precisam ser votados, mas esses projetos de leis não são sequer pautados pelo presidente”, disse.
A prefeita afirmou ainda que a postura do presidente da Câmara teria motivação política e estaria fazendo com que a população atribuísse ao Executivo problemas relacionados à falta de investimentos e dificuldades na prestação de serviços públicos.
“Essa atitude faz com que a população pense que é a prefeitura que não está fazendo o seu dever”, declarou.
Apesar das críticas ao Legislativo, Flávia Moretti afirmou que a administração municipal seguirá adotando medidas para manter os serviços essenciais e garantir o pagamento dos servidores, enquanto busca reorganizar as finanças de Várzea Grande.
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