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Sedec, AZPEC e Instituto Cordemat promovem 1º Seminário ZPE de Cáceres antes da inauguração oficial

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A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (AZPEC) e o Instituto Cordemato promovem, nesta quinta-feira (23.10), o 1º Seminário ZPE de Cáceres, evento que antecede a inauguração oficial da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), marcada para esta sexta-feira (24.10), no sudoeste de Mato Grosso.

O seminário tem como objetivo apresentar o funcionamento do modelo de ZPE e os potenciais de negócios voltados para a exportação, reunindo empresários, gestores públicos e investidores interessados em conhecer as vantagens competitivas do novo distrito industrial.

Entre os palestrantes confirmados, estão o presidente da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (ABRAZPE), Helson Cavalcante Braga, e o CEO da ZPE Ceará, que também é presidente do Conselho de Administração da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (ADECE), Fábio Feijó.

Além das apresentações técnicas, o evento promoverá espaços de networking estratégico, permitindo a troca de experiências entre empresas, instituições e representantes do poder público. O credenciamento é gratuito e pode ser feito pelo site zpe.cordemato.org.br.

Para o diretor-presidente da AZPEC, Aécio Rodrigues, a realização deste seminário simboliza um marco na história de Cáceres e Mato Grosso.

“Depois de décadas de trabalho, a ZPE deixa de ser um sonho e passa a ser uma realidade concreta, capaz de transformar a base econômica da nossa região. Este é um espaço pensado para gerar oportunidades, atrair investimentos e fortalecer a presença de Mato Grosso no cenário internacional. A partir daqui, empresários, instituições e o poder público passam a caminhar com um objetivo comum: fazer de Cáceres uma referência nacional em industrialização voltada à exportação”, apontou.

Segundo o presidente da ABRAZPE, Helson Braga, o início das operações da ZPE marca um novo ciclo de industrialização para o Estado.

“A inauguração da ZPE de Cáceres será um divisor de águas para Mato Grosso. É uma construção coletiva que transforma regiões, gera empregos e coloca o Estado no jogo do comércio internacional”, afirmou.

Com área total de 240 hectares e infraestrutura alfandegada reconhecida pela Receita Federal, a ZPE de Cáceres oferecerá incentivos fiscais, cambiais e administrativos que reduzem custos operacionais e ampliam a competitividade das indústrias exportadoras. O complexo está conectado aos principais corredores logísticos do Estado e deve consolidar Cáceres como um novo hub de exportação e desenvolvimento regional.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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