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Seduc intensifica programa para recuperar aprendizagem no Ensino Médio com mobilização de famílias

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Em 2026, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) intensifica as ações do Programa de Recomposição da Aprendizagem (PRA), iniciativa voltada à recuperação do percurso escolar de estudantes do Ensino Médio que enfrentam defasagem idade-série e dificuldades de aprendizagem.

O foco prioritário do PRA neste ano é a mobilização das famílias e dos estudantes para fortalecer o sentimento de pertencimento escolar e evidenciar que o programa é uma oportunidade de retomada, avanço e valorização das trajetórias escolares no Ensino Médio.

O programa é voltado a estudantes das 1ª e 2ª séries do Ensino Médio com dois ou mais anos de defasagem idade-série. Além disso, ele também é destinado aos jovens da 3ª série que enfrentam dificuldades para acompanhar os conteúdos essenciais.

O principal objetivo do PRA é garantir que o estudante conclua o Ensino Médio bem preparado para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para a continuidade dos estudos (seja na faculdade ou em cursos técnicos) e para os desafios do mundo do trabalho.

De acordo com o secretário de Educação, Alan Porto, o PRA é uma oportunidade para que estudantes e familiares resgatem a confiança no percurso escolar.

“Ao fortalecer a permanência e garantir a conclusão qualificada, reafirmamos que nenhum estudante deve ser deixado para trás, transformando desafios passados em conquistas futuras”, destacou.

O eixo central do programa é a humanização do percurso escolar, transformando o que antes era visto como “atraso” em uma jornada de aceleração com qualidade, respeito e dignidade.

O PRA adota uma abordagem flexível e integrada, com material estruturante organizado nas áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. As aulas priorizam a resolução de problemas, o protagonismo juvenil e práticas pedagógicas que dialogam com a realidade dos estudantes.

Nas turmas do período noturno, as aulas mediadas por tecnologia ganham força com o uso de Chromebooks e Smart TVs, que permitem personalizar o aprendizado e tornar a escola um espaço mais dinâmico, interativo e conectado ao cotidiano do jovem contemporâneo.

Fonte: Governo MT – MT

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Bancada de MT no Senado é unânime pelo fim da Escala 6×1

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Os três senadores de Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL), votaram favoráveis à PEC que coloca fim à Escala 6 x 1 de trabalho. A proposta foi aprovada por 75 votos a 1 na noite desta quarta-feira (14) no Senado.

Sem conquistar a reeleição ao Senado no pleito deste ano, Carlos Fávaro declarou que só por votar essa proposta valeu a pena ter sido senador. “É mais dignidade para todos os trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil”, afirmou nas redes sociais.

Jayme Campos, que não disputou nenhum cargo e encerra o mandato no fim de janeiro, afirmou que a aprovação da PEC garante “dignidade, qualidade de vida e descanso” aos trabalhadores brasileiros. “Como senador de Mato Grosso, fiz questão de estar ao lado dos trabalhadores nessa decisão. Seguimos avançando para transformar essa conquista em realidade”, assinalou.

Líder do bloco Moderador no Senado, o senador Wellington Fagundes havia defendido a liberação da bancada a se posicionar sobre aa proposta. A matéria era considerada polêmica por ser votada às vésperas do 2º turno e colocava em xeque senadores aliados de Flávio Bolsonaro (PL).

“O posicionamento de Rogério Marinho [coordenador da campanha de Flávio] é pela abstenção, mas a maioria da bancada avalia que os senadores devem se posicionar”, declarou Fagundes, antes da votação, ao Jornal O Globo.

A PEC

A PEC do fim da jornada 6×1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos.

A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Um desses dias deve ser preferencialmente o domingo.

A oposição ao governo Lula tentou alterar a PEC do fim da 6×1 para retirar redução de jornada proporcional para trabalhadores que hoje já trabalham menos de 40 horas por leis específicas. A emenda, no entanto, foi retirada após acordo.

Período de transição

Para que os trabalhadores brasileiros cheguem às 40 horas semanais com dois dias livres, haverá um período de transição.

Se aprovada em segundo turno, a PEC ainda precisa ser promulgada para entrar em vigor. Depois disso, segue o seguinte calendário:

– em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado;

– em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.

A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21.188 por mês.

 

 

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