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SES promove a 9ª captação de múltiplos órgãos em Mato Grosso de 2025

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A Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), realizou uma captação de múltiplos órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) na tarde desta quinta-feira (16.10).

O procedimento começou às 12h06 e terminou às 15h50. As equipes captadoras são de Brasília (DF) e de Mato Grosso, e contaram com o suporte do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

“Graças à potencialidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e de seus profissionais, o Brasil pode contar com um serviço de transplante ágil e eficiente. É gratificante ver que, por meio da solidariedade e sensibilidade de uma família enlutada, cinco pessoas terão uma nova chance de vida”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Essa foi a 9ª captação de órgãos realizada em Mato Grosso neste ano. Durante o procedimento, foram captados dois rins, um fígado e duas córneas, que irão beneficiar cinco pacientes.

“Esta captação também é resultado do trabalho da gestão estadual, que investe na capacitação de profissionais das unidades captadoras, para a conscientização sobre o transplante de órgãos”, destacou a secretária-adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, informou que, ao longo de 2024, foram realizadas 13 captações de múltiplos órgãos, sendo captados 22 rins, 10 fígados e 4 corações.

“Mato Grosso tem trabalhado para ampliar a captação e o número de transplantes realizados dentro do Estado. A doação de órgãos pode salvar muitas vidas e, através deste ato de solidariedade, é possível transformar a dor da perda em esperança para quem espera por um transplante”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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