Polícia
Faccionado é preso pela PM por torturar e manter namorada em cárcere privado em Barra do Bugres
Polícia
Policiais militares da 12ª Companhia Independente de Barra do Bugres (à 167 km de Cuiabá) prenderam, na noite desta segunda-feira (3.11), um homem de 23 anos pelos crimes de tortura e lesão corporal. A vítima, uma mulher de 24 anos, estava sendo mantida em cárcere privado e era espancada pelo suspeito.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu a localização enviada pela mulher e se deslocou à residência indicada. No local, os militares encontraram o suspeito sentado em um banco, segurando a vítima entre as pernas.
Neste momento, os policiais realizaram a abordagem e retiraram a mulher de posse do suspeito. A vítima relatou à equipe que o homem faz parte da organização criminosa e temia por sua vida ao denunciar as agressões que sofria.
Ela relatou que reside em Campo Novo do Parecis e, há alguns dias, estava junto do suspeito na casa da mãe do agressor. Ao tentar voltar para sua cidade, o suspeito à trancou no quarto, iniciando as agressões.
A vítima conta ainda que foi espancada com socos na região do rosto, braços, pernas e costas. Além disso, teve parte dos cabelos raspados pelo suspeito com uma máquina de cortar.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Barra do Bugres, para as devidas providências legais que o caso requer.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Gaeco investiga servidores que usavam estrutura de prefeitura para promover facção criminosa em MT
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop, a 451 km de Cuiabá, cumpriu, nesta terça-feira (2), quatro mandados de busca e apreensão contra dois servidores da Prefeitura, que integravam cargos de confiança e são suspeitos de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.
A ação faz parte da Operação “Aliança Oculta”, que investiga a possível influência da organização criminosa na estrutura administrativa do município de Sinop.
As investigações começaram após a apreensão de celulares com traficantes em operações anteriores do Gaeco, com autorização da Justiça. Durante a análise do conteúdo dos aparelhos e de documentos apreendidos, a perícia identificou que festas populares vinham sendo realizadas com recursos da facção.
Esses eventos, embora apresentados como entretenimento, eram usados para promover a organização criminosa, atrair jovens e ampliar sua influência nas comunidades.
Os investigadores identificaram que grupos criminosos promovem ações públicas para ganhar aceitação social e fortalecer a atuação. Os servidores da Prefeitura de Sinop seriam responsáveis por facilitar ações do grupo, inclusive com o uso da estrutura pública para obtenção de vantagens e expansão das atividades criminosas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, documentos e mídias digitais, que passarão por perícia e serão objetos de uma nova investigação que segue em andamento.
A ação contou com o apoio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, do 3º Comando Regional da Polícia Militar, da 26ª Companhia Independente de Força Tática e da Polícia Judiciária Civil de Sinop.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente formada por integrantes do Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, que atuam de forma integrada no combate ao crime organizado.
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