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Governo de MT assina ordem de serviço para novas instalações de três delegacias no prédio do antigo Cridac

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O Governo de Mato Grosso assinou, nesta sexta-feira (17.10), a ordem de serviço para a instalação de três delegacias especializadas na antiga sede do Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cridac), na Rua Joaquim Murtinho, em Cuiabá.

O espaço vai receber as Delegacias de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Roubos e Furtos (Derf) e de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). O local passará por reforma e restauração. O investimento do Estado é de R$ 9,4 milhões, e a obra será executada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Para o vice-governador Otaviano Pivetta, a obra vai melhorar as condições de segurança do Centro Histórico da capital. “Este é um patrimônio do Estado que estava abandonado, mas revitalizá-lo é resgatar um pedaço da nossa história. É simbólico estarmos aqui com toda a equipe, que trabalha com a mesma energia e compromisso de sempre. Esse espaço voltará a servir à população com dignidade e marca o início da revitalização desta região histórica da capital”, afirmou.

Conforme a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, cerca de 150 policiais civis deverão trabalhar no novo prédio. “Será uma obra muito importante para a nossa instituição, que vai proporcionar melhores condições de trabalho e conforto aos nossos profissionais, bem como a toda a população”, destacou.

O prefeito Abilio Junior ressaltou a valorização social que as novas instalações policiais vão proporcionar à região. “Acredito que seja um investimento importante. Primeiro, pela valorização do patrimônio histórico. Segundo, porque vai proporcionar maior segurança à população em geral, pois o local vinha sendo utilizado por pessoas que escolheram o caminho errado da vida. Então, trazer a Polícia Civil para cá vai fazer com que o espaço e seu entorno tenham mais segurança para a população”, avaliou.

A assinatura contou com a presença de demais autoridades civis, políticas e da segurança pública.

Edificação histórica

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) é a responsável pelo planejamento, projeto, acompanhamento e execução da reforma e restauração do prédio, por meio de Termo de Cooperação com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), nos termos do Decreto nº 1.510/2022.

O imóvel, localizado na Rua Joaquim Murtinho, em frente ao Estádio Eurico Gaspar Dutra, conhecido como Dutrinha, em Cuiabá, é do século XIX. Lá funcionou a antiga Cadeia Pública e, posteriormente, o Cridac. A edificação possui características neoclássicas, com pórtico de entrada, frontão triangular e beiral colonial do tipo beira-seveira, e foi toda construída em pedra canga.

Essa parte da edificação, de 638,89 m² de área construída, é tombada como patrimônio histórico de Mato Grosso desde 1984, pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). O imóvel será totalmente restaurado.

Já a outra parte da edificação, com uma área construída de 2.208,28 m², que será reformada e ampliada, é um prédio de alvenaria convencional, que fica em uma área nos fundos do complexo.

(Com informações da assessoria da Seplag)

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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