Polícia
Polícia Civil indicia homem investigado por exploração sexual de adolescentes
Polícia
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Novo São Joaquim, cumpriu um mandado de busca e apreensão e indiciou, nessa quinta-feira (21.8), um homem, de 29 anos, acusado de favorecimento de prostituição ou outra forma de exploração sexual de adolescentes entre 14 e 18 anos.
O mandado foi cumprido em uma residência localizada no bairro Jardim América, em Novo São Joaquim (MT), por volta das 16 horas.
As investigações tiveram início após o suspeito conhecer um adolescente, de 15 anos, em uma rede social, conversar com o menino pelo bate papo do aplicativo, convidá-lo para ir à casa dele e oferecer dinheiro para a vítima em troca de relação sexual.
O adolescente contou aos pais sobre o convite e foi orientado a bloquear o suspeito. A família denunciou o caso ao Ministério Público no dia 30 de junho e a Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.
Investigação
Durante as investigações, os policiais identificaram outras vítimas com o mesmo modus operandi: meninos, abordados por meio da mesma rede social, de vídeos curtos, com idades de 15 e 16 anos, e que receberam ofertas em dinheiro em troca de sexo.
Algumas vítimas aceitaram, tiveram as relações gravadas e passaram a ser ameaçadas de terem as imagens divulgadas caso não retornassem à casa do investigado.
Até o momento, foram identificadas três vítimas, que serão ouvidas na próxima semana. Foi identificado também que o suspeito já tinha passagem por aliciamento de menor em Barra do Garças.
Buscas
Diante da investigação, o delegado Raphael Garcia Diniz representou pelo mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, que foi deferido pela Justiça e cumprido nessa quinta-feira (21.8).
Os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que serão periciados. O investigado foi conduzido para a delegacia, interrogado e indiciado por favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de adolescente entre 14 e 18 anos.
O caso segue em investigação para elucidação dos fatos e identificação de possíveis outras vítimas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
UFMT afasta aluno de Direito suspeito de criar lista com colegas “mais estupráveis”
Conteúdo/ODOC – A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) afastou preventivamente um estudante do curso de Direito do campus de Cuiabá investigado por produzir e compartilhar mensagens de conteúdo misógino, incluindo uma suposta lista que classificava colegas como “mais estupráveis”.
A medida foi determinada nesta quarta-feira (6) pelo diretor da Faculdade de Direito, Carlos Eduardo Silva e Souza, após a repercussão do caso entre estudantes e nas redes sociais.
Em nota oficial, a universidade afirmou que repudia qualquer manifestação relacionada à violência contra mulheres e destacou que os fatos atribuídos ao acadêmico são considerados graves.
Segundo a UFMT, além da elaboração da lista, o estudante também teria feito ameaças explícitas de violência sexual em conversas divulgadas recentemente.
A instituição informou ainda que instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso. A investigação poderá resultar na expulsão do aluno e também busca identificar outros possíveis envolvidos nas mensagens.
“A UFMT repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos”, afirmou a universidade no comunicado.
Como medida de proteção, a direção anunciou acompanhamento institucional às alunas potencialmente atingidas pela situação, além de suporte durante o andamento das apurações.
O caso ganhou repercussão após o Centro Acadêmico VIII de Abril, entidade representativa dos estudantes de Direito, divulgar uma nota de repúdio denunciando o conteúdo das conversas. O caso foi debatido em assembleia geral realizada na última segunda-feira (4), quando estudantes decidiram encaminhar oficialmente as denúncias à administração da universidade.
Os diálogos foram classificados pelos estudantes como “extremamente graves” e incompatíveis com princípios éticos e jurídicos. O centro acadêmico também criticou tentativas de minimizar o conteúdo como simples brincadeira.
Segundo a entidade, as mensagens representam banalização da violência sexual e objetificação das mulheres dentro do ambiente universitário.
Na manifestação, os estudantes também relembraram episódios recentes de insegurança no campus da UFMT, incluindo o assassinato da trabalhadora Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, vítima de estupro e homicídio dentro da universidade em julho de 2025.
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