Polícia
Policiais militares salvam criança engasgada no Batalhão Rotam em Cuiabá
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Dois policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) salvaram a vida de uma criança, de dois anos de idade, na manhã desta quinta-feira (2.10), em Cuiabá. A criança foi salva após chegar inconsciente, na sede do Batalhão, depois de ter se engasgado.
Por volta de 06h, o primeiro-sargento Marcelo e o segundo-sargento da reserva Ciodônio foram acionados por uma mulher, que chegou de carro na sede do Batalhão com sua afiliada no colo, dizendo que a menina estava engasgada.
Os policiais notaram que a criança já estava inconsciente e com o corpo roxo e iniciaram as manobras de Heimlich, para desobstrução das vias aéreas da bebê. Após alguns minutos de movimentação, os militares perceberam que a criança voltou a se mexer e começou a chorar, apresentando sinais vitais novamente.
A senhora que levou a criança no Batalhão disse que a mãe da criança chegou desesperada em sua casa com o bebê já engasgado e sem sinais vitais. A testemunha então saiu com seu marido em um carro e foi até a sede da Rotam pedir por ajuda.
Após reanimar a criança, os policiais e a senhora seguiram até a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Verdão, onde a menina recebeu os atendimentos necessários. Ela já recebeu alta e retornou para a casa com os pais.
Fonte: PM MT – MT
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Operação derruba esquema que suava funcionários e motoristas para desviar cargas de soja
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.
Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.
A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.
A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.
Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.
Como funcionava o esquema
A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.
As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.
As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.
A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.
A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.
Nome da operação
O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.
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