Polícia
Professor e juiz de paz são presos pela PC por fraudes bancárias em financiamento de veículos
Polícia
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Falso Mestre, para cumprimento de ordens judiciais contra um grupo criminoso envolvido em fraudes bancárias destinadas, especialmente voltadas à obtenção de financiamentos de veículos.
Na operação são cumpridos dois mandados de prisão e mandados de busca e apreensão, expedidas pela Justiça após representação da Polícia Civil. As ordens judiciais são cumpridas na cidade de Sorriso e também nos estados de Santa Catarina e Amazonas.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Estelionato e Lavagem de Dinheiro, apontam para a atuação de organização criminosa com ramificações interestaduais.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e associação criminosa.
Investigações
As investigações iniciaram a partir da denúncia de uma vítima que relatou ter sido induzida a fornecer documentos pessoais sob o pretexto de matrícula em curso de conclusão do ensino médio na modalidade EJA.
O suspeito era conhecido da vítima e antigo professor e teria utilizado a relação de confiança construída ao longo dos anos para obter acesso aos documentos pessoais da vítima, os quais posteriormente foram empregados em fraudes bancárias destinadas à obtenção de financiamentos de veículos.
No decorrer das investigações, verificou-se que foram realizados financiamentos fraudulentos de veículos junto a instituições financeiras, incluindo um Chevrolet Cobalt e um Jeep Renegade, totalizando dezenas de milhares de reais em contratos bancários firmados sem o consentimento da vítima.

As apurações permitiram identificar o fluxo financeiro do esquema criminoso, os destinatários dos valores obtidos ilicitamente e a atuação de integrantes responsáveis pela falsificação documental, movimentação financeira e tentativa de regularização fraudulenta dos veículos.
Também foram identificados elementos indicando possível participação de pessoas com acesso a cartório da cidade, incluindo um juiz de paz, responsável por procedimentos relacionados às procurações utilizadas no esquema. Um dos alvos investigados era comum a outra operação deflagrada hoje no município, um juiz de paz com acesso a procedimentos cartorários da cidade, apontado como possível facilitador das fraudes investigadas.
O delegado responsável pelas investigações, Thiago Meira, destacou que as investigações que envolvem crimes financeiros, lavagem de dinheiro, falsificação documental e organizações criminosas demandam elevado grau de complexidade técnica, integração entre unidades policiais e aprofundado trabalho de inteligência.
“Com a operação, a Polícia Civil reafirma seu compromisso institucional no combate qualificado às organizações criminosas, especialmente por meio da identificação da estrutura financeira dos grupos investigados, rastreamento patrimonial e descapitalização das atividades ilícitas”, disse o delegado.
Apoios operacionais
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio prestado pela Regional de Sinop da Polícia Civil, pela Regional de Nova Mutum da Polícia Civil, pela Polícia Civil de Santa Catarina, especialmente à Delegacia de Polícia da Comarca de Balneário Piçarras, que auxiliou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, Polícia Civil do Estado do Amazonas, por intermédio da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações de Manaus, responsável pelo apoio no cumprimento de mandado de prisão na cidade de Autazes/AM, comunidade Novo Céu.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Polícia
Criança de 10 anos morre com tiro acidental na cabeça dentro de residência; polícia investiga
Conteúdo/ODOC – Uma criança de 10 anos morreu após ser atingida por um tiro na cabeça na tarde desta quinta-feira (15), dentro de uma residência em Sinop. A Polícia Civil investiga a suspeita de disparo acidental.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13h50, mas, quando a equipe de resgate chegou ao imóvel, a criança já estava morta.
Diante da situação, os militares acionaram a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizaram os procedimentos necessários no local.
As circunstâncias da morte ainda são investigadas. Segundo a imprensa local, a principal suspeita é de que o disparo tenha ocorrido de forma acidental.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre quem seria o proprietário da arma ou como a criança teve acesso a ela.
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