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Com apoio de Virginia Mendes, Max Russi e liderança de Thiago Timo, Araguaia realiza primeiro mutirão de cirurgias bariátricas

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Pela primeira vez, moradores de Barra do Garças, Torixoréu e outros municípios do Araguaia terão acesso a cirurgias bariátricas feitas em suas próprias cidades, com estrutura pública e sem a necessidade de viajar para a capital. A conquista histórica é resultado de um esforço coletivo que uniu o olhar social da primeira-dama Virginia Mendes, a articulação política do deputado estadual Max Russi e o trabalho persistente do prefeito de Torixoréu, Tiago Timo, que também preside o Consórcio Intermunicipal de Saúde Garças/Araguaia.

Através do Programa Fila Zero, do Governo de Mato Grosso, foram garantidos R$ 18,8 milhões para fortalecer o atendimento especializado na região. Desse valor, R$ 5,6 milhões já estão disponíveis em conta para iniciar os procedimentos. O mutirão começa nos dias 7 e 8 de agosto, com as primeiras cirurgias previstas em Torixoréu e no centro cirúrgico do Hospital Municipal de Barra do Garças.

A expectativa é de que, nesta etapa inicial, cerca de 100 pacientes que já possuem indicação médica e há anos aguardam pelo procedimento sejam atendidos. Todo o processo, desde a triagem até os exames pré-operatórios e a cirurgia, será feito nos próprios municípios. Uma mudança que, mais do que logística, representa respeito com quem já enfrentou longas filas e esperas silenciosas.

A secretária de Saúde de Barra do Garças, Salete Lauermann, resume bem a transformação que isso representa. É uma vitória para os nossos pacientes. Eles não vão mais precisar viajar até Cuiabá, esperar vaga, lidar com a angústia da distância. Agora, vão poder se tratar aqui mesmo, com dignidade e perto da família, afirma.

O projeto é resultado de uma construção coletiva, mas tem nomes que merecem ser reconhecidos. Thiago Timo, além de prefeito de Torixoréu, tem sido uma das principais vozes na luta por melhorias na saúde do Araguaia. Como presidente do consórcio regional, foi incansável na busca por recursos e na articulação entre os municípios. Essa conquista não é só nossa. É de cada paciente que esperou, de cada família que sonhou com esse momento, destaca Timo.

Ao lado dele, o deputado Max Russi garantiu apoio político decisivo dentro da Assembleia Legislativa para destravar o investimento e fazer a iniciativa sair do papel. É esse tipo de ação que muda a vida das pessoas. E o mais importante: muda aqui, onde elas vivem, pontua o parlamentar.

Virginia Mendes, por sua vez, tem deixado sua marca em todo o estado por meio do fortalecimento do Fila Zero e da luta por uma saúde mais humana e acessível. Sua atuação silenciosa, mas firme, tem feito a diferença especialmente nas regiões mais distantes da capital.

Em Barra do Garças, o Fila Zero já viabilizou milhares de cirurgias, como catarata, pterígio e ortopédicas. Agora abre caminho para que a cirurgia bariátrica também entre para essa lista de atendimentos resolutivos.

Mais do que um mutirão, o que se inicia no Araguaia é uma nova forma de cuidar. Com empatia, proximidade e o compromisso de garantir que ninguém precise sair da própria cidade para ter acesso ao que é básico: saúde, dignidade e qualidade de vida.

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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