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Com apoio do deputado Dr. Eugênio, Festival Sons do Araguaia premia talentos regionais

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apoiou, por meio de emenda parlamentar do deputado Dr. Eugênio (PSB), a realização do Festival Sons do Araguaia, que premiou, em sua final realizada em Canarana, as cinco melhores músicas autorais da região. A iniciativa contou com seletivas em Confresa, Araguaiana, Nova Xavantina, Ribeirãozinho e Canarana, valorizando a produção cultural regional.

Pelo segundo ano consecutivo, o deputado destinou recursos de emenda para viabilizar o evento, reforçando o compromisso da ALMT com o incentivo à cultura e à promoção de talentos locais.

Os cinco ganhadores receberam premiação total de R$ 130 mil na final, realizada no sábado (23). O primeiro lugar ficou com o cantor, compositor e instrumentista Luth Peixoto, com a música “Beradeiros”. Ele recebeu R$ 65 mil em prêmio. O segundo lugar foi para Arleilson Albino, com “Coração Araguaia” e R$ 35 mil em premiação. 

O terceiro lugar escolhido pelo júri foi o cantor, compositor e arranjador Branco Barros, pela música “Voar e Navegar”, com prêmio de R$ 15 mil. Já o quarto lugar coube à cantora Diva Barros, com “Canção do Vento” e premiação de R$ 10 mil. O quinto lugar foi para a banda de rock Pato Preto, com a música “Último Grito do Araguaia”, e o prêmio de R$ 5 mil.

A realização do festival é do Instituto Brasil, em parceria com a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) e da Prefeitura de Canarana. A dupla Althair e Alexandre fez show no encerramento da programação do festival. 

Promoção da cultura – O deputado Dr. Eugênio destaca a importância do evento e o apoio para promover a música e a cultura no Vale do Araguaia. “Eu sempre gostei de música e da cultura popular, porque eu vivi muito tempo os festivais em Minas Gerais, uma experiência muito bacana de incentivo à cultura, à música e aos novos talentos. Por isso destinamos emenda para o Festival Sons do Araguaia, que é uma referência da boa música, onde temos ótimos compositores, intérpretes e cantores”, afirma Dr. Eugênio. 

Para o parlamentar o evento promove maior integração na região. “Diversas pessoas dos municípios vizinhos e do Estado, como Água Boa, Nova Nazaré, Nova Xavantina, Campinápolis e demais cidades do Araguaia prestigiaram a aprovaram o festival no fim de semana em Canarana. Teve um show muito aplaudido com a dupla Althair e Alexandre. Foi um sábado memorável de lazer, boa música e entretenimento para a população do nosso Araguaia”, avalia o deputado.

Fonte: ALMT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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