Política

Deputado Chico Guarnieri intensifica fiscalização de obras em municípios do Médio Norte de MT

Publicado em

Política

O deputado Chico Guarnieri (PRD) intensificou, na última sexta-feira (5), a fiscalização de obras em municípios do Médio Norte de Mato Grosso, incluindo Barra do Bugres, Lambari D’Oeste e Curvelândia. A agenda teve início com a vistoria das obras da rodovia MT-247, recentemente denominada Marcelo Sansão por meio da Lei 13022/2025, de autoria do parlamentar.

As obras na rodovia começaram em fevereiro deste ano e já somam mais de 30 quilômetros de asfalto, dos quase 90 km previstos. O projeto foi articulado por Chico Guarnieri ainda em 2023, quando era suplente, e reforçado após assumir a titularidade do mandato, garantindo que o governo estadual desse início à execução.

Durante a agenda, o deputado lembrou ainda de outro avanço recente: a aprovação, na Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes da Assembleia Legislativa, do Projeto de Lei nº1008/2025, que proíbe novas pontes de madeira em obras do Estado, exigindo estruturas em aço ou concreto. Na obra da rodovia Marcelo Sansão, as pontes previstas serão de concreto.

“Essa obra é um divisor de águas para toda a região. A pavimentação da MT-247 significa mais segurança e qualidade no transporte escolar, garantindo que nossas crianças cheguem às escolas com tranquilidade. Representa também mais mobilidade para a população, que terá melhores condições de deslocamento entre os municípios. Além disso, é um grande avanço para o escoamento da produção local, que hoje enfrenta muitas dificuldades por conta das condições precárias da estrada. Estamos falando de desenvolvimento econômico, social e de mais dignidade para quem vive e trabalha aqui”, comentou.

Deputado Chico Guarnieri com o prefeito de Lambari D'Oeste, Marcelinho

Deputado Chico Guarnieri com o prefeito de Lambari D’Oeste, Marcelinho

Foto: NATALIA ARAUJO GOMES

Em Lambari D’Oeste, Chico Guarnieri foi recebido pelo prefeito Marcelinho da Bem Estar, pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Elias do Esporte (UB), e pelo vereador Zé do Silas (UB). Na ocasião, visitou a Comunidade Boa União, junto com Altair Santos, passando pelo Posto de Saúde Francisco Batista Ramos e pela Escola Municipal Expedito Barbosa da Silva.

Chico Guarnieri ainda cumpriu agenda em Curvelândia, onde esteve com o vice-prefeito Diego, visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) e, como presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da ALMT, conheceu um estabelecimento às margens do rio Cabaçal, ponto turístico da cidade.

“Fazer essas visitas é fundamental. Estar nos municípios, conversar com a população e com as lideranças locais me permite entender de perto as necessidades e prioridades de cada região. Como presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, conhecer também os pontos turísticos é importante para pensar em ações que valorizem o potencial econômico e cultural dessas cidades. Mais do que fiscalizar, é uma forma de estar próximo dos apoiadores e trabalhar com responsabilidade para transformar as demandas em resultados”, afirmou o deputado Chico Guarnieri.

Deputado Chico Guarnieri com o vice-prefeito, Diego, de Curvelândia

Deputado Chico Guarnieri com o vice-prefeito, Diego, de Curvelândia

Foto: NATALIA ARAUJO GOMES

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

Publicados

em

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA