Política

Deputado Thiago Silva reforça cobrança por duplicação do Anel Viário e pavimentação do Campo Limpo

Publicado em

Política

Na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado Thiago Silva (MDB) voltou a defender, durante a sessão ordinária da última quarta-feira (25), o avanço das obras de infraestrutura no Estado, com ênfase na região sudeste de Mato Grosso. Entre as demandas apresentadas, o parlamentar destacou, em especial, o pedido à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) pela duplicação do Anel Viário Conrado Sales Brito, em Rondonópolis , uma reivindicação antiga da população local.

Thiago Silva afirmou que acompanha de perto a situação da via e tem reforçado, junto ao governo do Estado, a necessidade urgente da duplicação para trazer mais segurança, fluidez no trânsito e melhor conservação do asfalto. “Sou favorável à duplicação e estou cobrando do governo do Estado para que essa obra seja realizada o quanto antes”, declarou o deputado.

A via estadual liga a Avenida dos Estudantes à rodovia BR-364. Desde a inauguração, o fluxo de caminhões aumentou significativamente. Isso fez com que a situação do Anel Viário, que sempre foi caótica, piorasse ainda mais. Não somente para o acesso à rodovia federal. O Anel Viário é a principal rota dos rondonopolitanos que acessam a região da Grande Vila Operária e outros bairros, como Vila Mineira e Jardim Paiaguás. A região vem crescendo, ainda, em número de moradores no entorno, desde a chegada de condomínios e outros empreendimentos imobiliários.

Em maio deste ano, Thiago Silva já havia se reunido com a secretária adjunta da Sinfra, Nívia Calzolari, para reforçar o pedido de celeridade na execução do projeto de duplicação dos 16 km do Anel Viário de Rondonópolis. Desde o início de seu mandato, o parlamentar tem cobrado a duplicação da via, por meio da Indicação nº 25/2021. Durante o encontro, foi também solicitada a instalação de iluminação pública e ciclofaixas, visando atender à demanda dos trabalhadores que circulam diariamente pela região.

Campo Limpo – Outra demanda defendida pelo parlamentar em sua fala foi a necessidade de pavimentação asfáltica no acesso principal à região rural do Campo Limpo. “Sem contar o asfalto, ainda faz falta a sinalização viária, o que traz insegurança e ocasiona transtornos para as famílias que ali residem, além de desconforto aos moradores, que deparam com bastante poeira em suas residências e comércios na região”, argumenta Thiago Silva.

O parlamentar também acompanha de perto a situação da região desde o início do mandato. Mais recentemente, em 2023, época de restauração do Anel Viário, o desvio de caminhões e carros pela estrada do Campo Limpo foi motivo de grande preocupação. Thiago Silva, na ocasião, solicitou que a Sinfra desse suporte e notificasse a empresa responsável pelas obras que, ao menos, molhasse a estrada de terra, amenizando a poeira. A luta pela pavimentação definitiva, porém, sempre foi a prioridade.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

Publicados

em

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA