Política
Dr. Eugênio destaca impacto da FICO no Araguaia durante audiência da ALMT em Água Boa
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O deputado Dr. Eugênio de Paiva (PSB) avaliou, durante o Fórum Corredor Logístico Ferroviário e Oportunidades Regionais, em Água Boa, o recente investimento de empresas e produtores no Araguaia e a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) como mais uma alavanca das transformações econômicas e sociais na região. A avaliação ocorreu durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na sexta-feira (27). A ferrovia tem previsão de chegar ao município em 2028.
O evento teve presença do vice-governador Otaviano Pivetta e dos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, 18 prefeitos da região, oito vice-prefeitos, cinco ex-prefeitos e mais de 70 vereadores entre as autoridades. O vice-governador Otaviano Pivetta diz que um dos indutores para o desenvolvimento da região é Dr Eugênio, que ele chamou de “deputado distrital” do Araguaia.
“Eu nunca vi o deputado Dr. Eugênio ir falar comigo, com o secretário Fábio Garcia e com o governador Mauro e cobrar algo que não fosse para o Araguaia. O investimento de 33% de obras que vem para cá é obrigação do governo, mas é importante ter uma liderança firme como deputado”, descreveu o vice-governador.
A FICO está atualmente no município de Cocalinho, na divisa com Goiás. O debate sobre o modal ferroviário teve ainda a participação dos consultores Edeon Vaz Ferreira, do Movimento Pró-Logística; Luiz Antônio Pagot, da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA); e do gerente de Regulação Ferroviária da Associação Nacional dia Transportes Terrestres (ANTT).
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O deputado Dr. Eugênio (PSB) avaliou a construção da Ferrovia de Integração como mais uma alavanca das transformações econômicas e sociais na região. “Estamos mostrando para Mato Grosso e o Brasil as transformações que esse modal ferroviário está trazendo para a região Araguaia. Nós vamos ver o impacto que vai causar aqui na região a chegada da ferrovia”, constatou Dr. Eugênio.
Para o deputado, está claro na região e entre empreendedores que a FICO mudará historicamente o perfil do modo de vida, do emprego, da renda e da produção do Araguaia.
De acordo com o deputado, aqueles que são empreendedores, que têm uma visão diferenciada, estão investindo no momento certo no Araguaia. “Você que quer empreender, venha para o Araguaia. As cidades estão se desenvolvendo de forma gigantesca. Quatro usinas de etanol de milho estão sendo instaladas na região. Uma em Água Boa, uma em Canarana, outra em Querência e outra pronta na cidade de Porto Alegre do Norte”, afirmou o parlamentar.
Influência da ferrovia no Araguaia – Os técnicos que fizeram exposições, destacaram os impactos da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). Para o consultor em infraestrutura e logística da AMPA, Luiz Antônio Pagot, o modal de logística integrada tem o poder de provocar o chamado efeito arraste de empresas na região onde se instala.
“Se tem um terminal ferroviário em Água Boa, a área de influência dela é uma circunferência de 150 Km”, explica. “Você consegue ter um agregado de indústrias, agroindústrias e prestadores de serviços”, exemplifica Pagot sobre a indução ao desenvolvimento do modal ferroviário.
Já o consultor e diretor Executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, calcula aumento na renda dos produtores mato-grossenses, segundo ele, isso ocorre devido ao menor custo do frete da ferrovia em comparação com o frete rodoviário.
“A grande preocupação do produtor é que sobre no bolso dele um pouco do que ele paga de frete caro. Isso é descontado do produtor. Tudo que acontece do porto até à fazenda é descontado dele”, comparou Edeon.
O gerente de Regulação Ferroviária da Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Fernando Feitosa reforçou que a obra chegará em Água Boa dentro do cronograma previsto em 2028. “Essa prazo prevê a entrega completa da obra, inclusive se estendendo até Água Boa”, afirmou Feitosa.
O evento contou ainda com o apoio da Igreja Boa Semente e da deputada federal e primeira-dama de Água Boa Juliana Kolankiewicz.
Fonte: ALMT – MT
Política
CI aprova inflação como limite de reajuste de conta de luz
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou, na quarta-feira (2), projeto que estabelece a inflação como teto para os reajustes anuais das tarifas de energia elétrica, salvo exceções devidamente justificadas. O texto ainda cria um regime especial para frear aumentos tarifários em estados da Região Norte. Agora, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) analisará a proposta terminativamente — que não passará em Plenário, salvo se houver recurso.
O PL 170/2026 determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adote índice ou metodologia para os reajustes anuais das tarifas de energia elétrica, válido igualmente para todo o país — o que não ocorre hoje. Entre os critérios, estão:
- índice oficial de inflação ao consumidor como percentual máximo do reajuste;
- moderação e previsibilidade do reajuste;
- equilíbrio entre concessionárias e regiões do país.
O relator, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), apontou a discrepância no aumento da conta de luz entre o estado de Roraima e a média nacional.
— [Para Roraima] A ANEEL aprovou reajuste tarifário anual com impacto médio de 24,13% para o ano de 2026. A projeção da Aneel para este ano é que os reajustes no fornecimento de energia elétrica sejam, em média, de 8%, contra uma inflação estimada de 3,9%.
As distribuidoras de energia que tiverem reajustes acima do limite deverão ter o contrato suspenso. O resultado deve manter uma tarifa justa e o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Região Norte
O regime regulatório especial para estados da Região Norte deve durar no mínimo dez anos para:
- evitar aumento brusco na conta de luz, quando comparado com outras regiões e com outras empresas de energia. O foco será em proteger consumidores de baixa renda e atividades produtivas;
- compensar os impactos de um histórico de fornecimento energético precário e caro;
- preservar que os contratos do poder público com as empresas de energia se mantenham justos e equilibrados;
A Aneel detalhará em regulamento as demais regras sobre o regime.
Na versão original do ex-senador Mecias de Jesus (RR), o regime beneficiaria apenas Roraima, que efetivou sua integração ao SIN apenas em janeiro de 2026. Chico Rodrigues ampliou para todos os estados da região.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) explicou que os estados não interligados ao SIN tinham energia cara, e em que cada município dependia de sua própria geração.
— Em Rondônia, antes, cada município tinha uma geração separada a diesel, a motor. Existia uma compensação em que o restante do Brasil ajudava a pagar essa conta, porque era caríssimo.
Roraima
O estado de Roraima terá um mecanismo próprio para baratear sua energia. O relator acatou emenda do senador Dr. Hiran (PP-RR) para que determinados recursos que entram na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) — fundo que ajuda a sustentar o setor elétrico — serão destinados apenas para baratear a energia local.
Trata-se das chamadas repactuações do Uso de Bem Público, em que as empresas hidrelétricas podem renegociar as taxas anuais devidas ao poder público para gerar energia em rios, pagando de uma vez um valor diretamente à CDE.
O texto prevê que os valores serão usados para compensar o isolamento energético de Roraima e diminuir sua dependência em termelétricas, que são mais caras e poluentes.
Dr. Hiran afirma na sua emenda que o processo é semelhante ao que foi usado no passado para beneficiar os estados do Acre, Rondônia e Amapá.
Requerimentos
A CI aprovou ainda voto de aplauso ao influenciador Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, pela sua difusão da cultura de segurança de voo ao produzir conteúdo de aviação na internet (REQ 81/2026 – CI). O pedido feito pelo senador Marcos Rogério (PL-RO) também manifesta solidariedade ao comunicador, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade neurológica rara e grave.
Já o REQ 82/2026 – CI, também de Marcos Rogério, solicita ao diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio, informações sobre a concessão da BR-364 em Rondônia, como:
- comparação entre o tráfego projetado e o efetivamente registrado no primeiro ano da concessão;
- estudo comparativo das tarifas de pedágio com as de outras concessões semelhantes.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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