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Especialista defende suspensão de licenciamento para exploração de terras raras em Minas Gerais

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O presidente da Aliança em Prol da Área de Preservação Ambiental da Pedra Branca, Daniel Tygel, reivindicou a suspensão do licenciamento para a exploração mineral do planalto vulcânico do sul de Minas Gerais. Ele participou de seminário sobre a exploração de terras raras promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, na Câmara dos Deputados (9/6).

Daniel disse que a região, forte em turismo e em agricultura, está ameaçada no momento por duas empresas australianas que pretendem adotar um modelo de exploração “agressivo” para a retirada do carbonato de terras raras. Segundo ele, o modelo é baseado em um ataque químico que levanta material radioativo e consome muita água.

O especialista afirmou que os países que estão vindo explorar terras raras no Brasil querem ficar apenas com o refino do material.

“Austrália, Canadá, Estados Unidos não querem minerar. Eles querem que o Brasil minere e fique com o passivo ambiental. Eles querem desenvolver o refino. Por quê? Dificuldade no licenciamento ambiental lá. Aqui no Brasil, por outro lado, o licenciamento tem sido feito a toque de caixa.”

Daniel também criticou o sigilo dos processos de autorização de exploração junto à Agência Nacional de Mineração. Ele sugeriu que o Projeto de Lei 2780/24, sobre a política de minerais críticos (em análise no Senado), seja aperfeiçoado para fortalecer a questão da soberania nacional e aumentar a participação da sociedade nas decisões.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) defendeu o Projeto de Lei 1754/26, que cria a TerraBras, uma estatal que controlaria a exploração de terras raras com o objetivo de desenvolver a sua industrialização. Ele é um dos autores da proposta.

“Há 30 anos, a China não conseguia competir com Estados Unidos e Europa em praticamente nenhum setor. Hoje, lidera grande parte das áreas tecnológicas do mundo. Isso é resultado de decisão política”, disse o deputado.

Segundo o presidente da Rede pela Soberania, Sylvio Costa, a China tem o controle estatal de produtos baseados em minerais críticos. Já os Estados Unidos, Japão e Austrália fazem parcerias com a iniciativa privada, mas o Estado exerce sua autoridade sobre a atividade.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

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Vereador de Rondonópolis, Ibrahim Zaher é confirmado como 2º suplente de Janaína Riva ao Senado

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Vereador de Rondonópolis, Ibrahim Zaher é confirmado como 2º suplente de Janaína Riva ao Senado

O vereador de Rondonópolis, Ibrahim Zaher (MDB), foi confirmado como segundo suplente na chapa da deputada estadual Janaína Riva (MDB), candidata ao Senado Federal nas eleições de 2026.

A definição foi oficializada durante a convenção do MDB, que homologou a candidatura de Janaína e consolidou a composição da chapa. Delegada Ana Cristina Felder ocupará a primeira suplência, enquanto Ibrahim Zaher ficará como segundo suplente.

A escolha reforça a estratégia do partido de ampliar a representatividade regional na disputa pelo Senado, contemplando importantes lideranças do interior de Mato Grosso. Vereador em Rondonópolis, Ibrahim Zaher chega à chapa com o respaldo de sua atuação política no município e passa a integrar o projeto liderado por Janaína Riva.

Durante a convenção, o MDB também confirmou a aliança para a eleição majoritária no Estado, fortalecendo o grupo político que disputará o Governo de Mato Grosso e as vagas ao Senado nas eleições de outubro.

Com a homologação, Janaína Riva inicia oficialmente a campanha ao Senado tendo Dra Ana Cristina como primeiro suplente e Ibrahim Zaher como segundo suplente, composição que representa diferentes regiões do Estado e busca ampliar o alcance eleitoral da chapa.

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