Política
Nos 190 anos da ALMT, Wilson Santos destaca papel histórico do Parlamento
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Com cinco mandatos na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) compartilhou curiosidades sobre o processo histórico do Parlamento de Mato Grosso, nesta quarta-feira (6), durante sessão solene pelos 190 anos de instalação do Poder Legislativo, comemorados no último dia 3 de julho. O evento reuniu autoridades e homenageou personalidades que marcaram a trajetória política do estado por meio da Casa de Leis.
“A Assembleia Legislativa, nestes 190 anos, exerceu diversos papéis. Além dos principais, que é o de legislar e fiscalizar, o que poucos sabem e ninguém imagina, é que todo o papel eleitoral era feito pelo Parlamento. A justiça eleitoral nasce somente em 1832. A primeira eleição em Mato Grosso, que não foi administrada pela Assembleia Legislativa, foi a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte de 1933. Então, durante toda a província e da Primeira República, era a Casa de Leis que realizava as eleições e que contava votos, que diplomava e dava posse”, explanou o parlamentar.
Wilson também mencionou ex-deputados estaduais que chegaram ao cargo de governador de Mato Grosso, a exemplo de João Ponce de Arruda, José Fragelli, Dante de Oliveira e Júlio Campos – este último com trajetória inversa, sendo primeiro governador, depois deputado estadual. “Tenho certeza de que outros deputados estaduais ainda chegarão ao Palácio Paiaguás. Aqui é uma escola de formação política, uma verdadeira cátedra para quem deseja continuar na vida pública”, afirmou.
O parlamentar também relembrou que a Assembleia Legislativa quase foi palco do primeiro impeachment de um governador em Mato Grosso. “Apenas um governador passou por esse processo, que foi Pedro Pedrossian, que governou de 1966 a 1971. Foi um período extremamente doloroso. Durante seis meses, ele enfrentou um processo e, por apenas um voto, não perdeu o cargo. Foi salvo pelo então presidente da Assembleia, o saudoso deputado Emanuel Pinheiro da Silva Primo, que desempatou a votação, ficando 15 a 14”, relatou.
Com sua vasta experiência na política, Wilson Santos concluiu sua fala fazendo uma crítica à atual perda de espaço da Assembleia Legislativa como ambiente de grandes debates. “A Assembleia tem deixado de ser o palco privilegiado para discussões profundas e relevantes para a sociedade mato-grossense. Isso antes era constante, mas infelizmente tem se perdido com o tempo. Precisamos resgatar essa forma de escuta e construção coletiva”, defendeu.
Wilson Santos foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1990, sendo reeleito em 1994. Após duas décadas, retornou à Assembleia Legislativa em 2014, sendo reeleito em 2018 e novamente em 2022. Atualmente, cumpre seu quinto mandato como deputado estadual, sendo que já exerceu cargos como deputado federal e prefeito de Cuiabá em sua carreira política.
Fonte: ALMT – MT
Política
Medidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
Foram publicados no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17) os atos que prorrogam a vigência de quatro medidas provisórias (MPs).
As MPs tratam de créditos extraordinários para a compra de veículos novos sustentáveis para o transporte de passageiros, o atendimento de famílias prejudicadas pelas chuvas no Nordeste e o financiamento de companhias aéreas, além de subsídios para produtores e importadores de óleo diesel.
Com a prorrogação, o Congresso Nacional terá mais 60 dias para analisar essas medidas provisórias.
Transporte de passageiros
A MP 1.362/2026 abriu um crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para financiar a compra de veículos novos sustentáveis por taxistas, motoristas de aplicativo e cooperativas.
Editada pela Presidência da República em maio, a medida permite o financiamento de veículos elétricos, híbridos a etanol ou flex no valor de até R$ 150 mil — e desde que sejam fabricados por montadoras habilitadas no Programa Mover.
Podem participar do programa motoristas de aplicativo (desde que possuam cadastro ativo há pelo menos 12 meses e que tenham realizado pelo menos 100 corridas nesse período pela mesma plataforma) e taxistas regularmente registrados.
Chuvas no Nordeste
Com o objetivo de atender famílias afetadas pelas fortes chuvas e enchentes registradas em maio nos estados de Pernambuco e Paraíba, a MP 1.364/2026 abriu um crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Desse total, R$ 40 milhões devem ser destinados à aquisição e à distribuição de alimentos produzidos por agricultores familiares, enquanto R$ 9,2 milhões devem financiar ações de inclusão produtiva rural para recuperar a capacidade produtiva das famílias atingidas.
Segundo o governo, aproximadamente 10 mil famílias foram prejudicadas pelas chuvas em 49 municípios dos dois estados. A medida foi editada pela Presidência da República em junho.
Setor aéreo
A MP 1.365/2026 abriu um crédito extraordinário de R$ 1 bilhão para financiar o capital de giro de companhias aéreas que prestam serviços regulares no país. Esses recursos são oferecidos por meio de operações oficiais de crédito, sob supervisão do Ministério da Fazenda.
Ao justificar a iniciativa, a Presidência da República ressaltou que o setor da aviação civil nacional foi prejudicado pela alta dos preços internacionais do petróleo, causada pelas “tensões geopolíticas no Oriente Médio, com destaque para os riscos à estabilidade da região do Estreito de Ormuz”.
Essa medida foi editada em junho.
Subsídio ao óleo diesel
A MP 1.363/2026 também tem o objetivo de amenizar os efeitos da alta dos preços resultantes das tensões no Oriente Médio, mas neste caso os beneficiados são os produtores e importadores de óleo diesel.
Editada pela Presidência da República em maio, essa medida provisória criou um subsídio de R$ 1,12 por litro comercializado.
O governo estabeleceu que, para receber o subsídio, as empresas devem repassar o desconto ao consumidor, registrá-lo nas notas fiscais e prestar as devidas informações à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Medidas provisórias
Editadas pela Presidência da República, as medidas provisórias têm força de lei e começam a vigorar assim que são editadas. Mas, para se tornarem definitivas (ou seja, para serem transformadas em lei), elas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Essa aprovação tem prazo para ocorrer: as MPs valem por 60 dias e podem ser prorrogadas por mais 60 dias. Se não forem aprovadas nesse período, elas perdem a validade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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