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PL de Chico Guarnieri reconhece Campo Novo do Parecis como “Capital do Etnoturismo de MT”

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) apresentou o Projeto de Lei nº1364/2025 que declara Campo Novo do Parecis como a “Capital do Etnoturismo no Estado de Mato Grosso”. O município se localiza a 428 km da Capital Cuiabá, e abriga 14 aldeias indígenas, sendo 8 delas às margens de rios cristalinos de beleza ímpar. A proposta foi lida na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato grosso (ALMT), desta quarta-feira (3), e agora segue tramitação.

O parlamentar, que preside a Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, destacou a importância do projeto. Ele lembrou da visita que fez ao município e foi recebido pelo prefeito Edilson Piaia e a primeira-dama, Claudirene Piaia (Nega Piaia). Na ocasião, Chico Guarnieri foi a algumas das aldeias indígenas locais, onde conheceu o potencial turístico de Campo Novo do Parecis e também ouviu as demandas indicadas por quem já atua nesse setor.

“Sabemos a importância da conservação ambiental e de culturas como a indígena. O etnoturismo atrai muitas pessoas que buscam uma vivência e aprendizados sobre a cultura, crenças, costumes, pintura corporal e culinária. Estar em uma aldeia e contemplar seu ambiente proporciona não somente a experiência, como também o conhecimento mais profundo da história local, do povo, entre outras atividades”, afirmou Chico Guarnieri.

Destaques turísticos – Entre as belezas naturais da região de Campo Novo do Parecis está a cachoeira Salto Utiariti, na terra indígena Paresí. O local, por onde passou o Marechal Rondon entre 1907 e 1915, também foi sede da Missão Jesuíta entre 1940 e 1970, com ruínas das construções antigas ainda visíveis.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Para o povo Haliti, a Ponte de Pedra marca a origem de seu povo e de outros grupos indígenas. Segundo a tradição, irmãos emergiram de uma fenda na pedra, liderados pelo irmão mais velho, Wazare, que nomeou tudo e guiou os demais povos, incluindo os ancestrais dos não indígenas, os mahalithyarenae-imuti.

O Salto Belo oferece atividades como rafting e rapel, além de área segura para acampamento. É um dos pontos mais visitados da região, onde turistas podem vivenciar a cultura local.

A aldeia Wazare, a 70 km de Campo Novo do Parecis, é comandada pelo cacique Rony Azoinace e tem foco no etnoturismo. Os visitantes são recepcionados com cantos e danças e participam de atividades que mostram os costumes e a pintura corporal, terminando com um banho no Rio Verde.

O Balneário Rio Verde é bastante procurado pela proximidade e custo-benefício. Próximo, o Balneário do Hawaii, às margens do Rio Verde, oferece experiências de camping a cerca de 50 km da cidade.

A Cachoeira Salto da Mulher, na aldeia homônima, é formada pelo Rio Sacre, com águas transparentes e verde-esmeralda, em meio a uma paisagem encantadora.

Na Aldeia Quatro Cachoeiras, maioria dos moradores descendentes do cacique Narciso Kaizazase preservam os costumes indígenas tradicionais da região.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde aciona Tribunal de Justiça para garantir depoimento de secretário em Mato Grosso

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) decidiu recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para tentar garantir o comparecimento do atual secretário estadual de Saúde, Juliano Silva Melo, às oitivas do colegiado. A iniciativa foi anunciada na quarta-feira (14), após novos adiamentos da participação do gestor.

De acordo com o deputado estadual Wilson Santos (PSD), presidente da comissão, o pedido será encaminhado ao desembargador Marcos Machado, com o objetivo de obter uma determinação judicial para que o secretário compareça. A CPI investiga procedimentos administrativos e pagamentos efetuados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

Na mesma reunião, os parlamentares ouviram o ex-secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo, que prestou esclarecimentos sobre pagamentos indenizatórios, reconhecimento de dívidas e recomendações emitidas pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Durante os questionamentos, Wilson Santos afirmou que os pagamentos indenizatórios investigados ultrapassam R$ 1,1 bilhão. O deputado também levantou dúvidas sobre a continuidade dessas despesas após o período mais crítico da pandemia de Covid-19 e mencionou repasses superiores a R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein.

Em sua manifestação, Gilberto Figueiredo defendeu os procedimentos adotados durante sua gestão. O ex-secretário argumentou que essa modalidade de pagamento já era utilizada pelo Estado e pode ser necessária na área da Saúde para garantir o fornecimento de medicamentos e a prestação de serviços aos pacientes quando não existe contrato vigente.

Figueiredo também negou ter mantido acordos ilícitos com empresas e sustentou que as decisões tomadas durante sua passagem pela secretaria consideraram as necessidades do atendimento público.

A CPI deve continuar examinando documentos e poderá convocar outros agentes públicos à medida que as investigações avançarem. O prazo de funcionamento da comissão foi prorrogado até janeiro de 2027, permitindo a continuidade da apuração dos procedimentos e das despesas sob análise.

O pedido envolvendo o atual secretário integra as medidas adotadas pelos parlamentares para avançar na coleta de informações. A eventual determinação judicial sobre o comparecimento deverá ser acompanhada no decorrer dos trabalhos da comissão.

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