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Saída da Abiove da Moratória da Soja é uma vitória, mas batalha continua, afirma Coronel Fernanda

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) afirma que a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) da Moratória da Soja representa uma vitória importante para o setor produtivo brasileiro, mas está longe de encerrar a disputa em torno do acordo. Segundo ela, a Moratória da Soja precisa ser definitivamente extinta e não apenas esvaziada.

A parlamentar, que tem sido a principal voz no Congresso Nacional contra a moratória, reforça que a decisão da Abiove não deve ser interpretada como um gesto voluntário ou de protagonismo institucional, mas como o cumprimento de determinações já estabelecidas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No ano passado, decisão do CADE, por exemplo, definiu que a Moratória ficaria válida até 31 de dezembro de 2025 e teria sua suspensão efetiva a partir de 1º de janeiro de 2026.

A Abiove, que representa 20 das maiores tradings agrícolas do mundo, comunicou oficialmente sua saída do acordo às organizações da sociedade civil na noite de sexta-feira (2), além de retirar os logotipos da associação e de suas associadas do site da Moratória da Soja. Para Coronel Fernanda, a medida apenas materializa uma decisão que já estava tomada no campo jurídico.

A deputada informou que recebeu a notícia em primeira mão, mas optou por aguardar que a decisão se tornasse pública antes de se manifestar. Segundo ela, o movimento confirma que a atuação parlamentar e institucional surtiu efeito, mas não encerra o conflito. “Esta é apenas a primeira batalha de uma guerra que ainda não terminou”, pontuou.

Apesar da saída da Abiove, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) permanece vinculada à moratória, o que, na avaliação da parlamentar, evidencia a tentativa de manter o acordo ativo por outros meios. “A moratória precisa ser extinta. Não pode continuar existindo de forma indireta, transferida de uma entidade para outra”, destacou.

Coronel Fernanda também fez críticas à atuação do governo federal, que, segundo ela, tem utilizado a Advocacia-Geral da União (AGU) para questionar a decisão do STF e interferir na relação institucional com o CADE. A deputada aponta ainda movimentações de ministros do governo no sentido de assumir um protagonismo que não lhes compete, reabrindo um debate já decidido pelas instâncias legais.

“Estamos atentos. O governo tenta reverter decisões claras do STF e do CADE, mas não haverá recuo. Já estamos organizando uma série de medidas que serão adotadas ao longo de 2026”, afirmou.

Ao concluir, a parlamentar ressaltou que a saída da Abiove deve ser reconhecida como um avanço relevante, mas reforçou que a luta está longe do fim. “É uma grande vitória, mas ainda não é a final. A vitória precisa ser completa, definitiva e baseada no respeito à legislação brasileira. Não aceitamos soluções temporárias”, concluiu.

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Reeleito, Pivetta anuncia mudança no secretariado e fala em ‘correção de rumos’

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Reeleito governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (5) que fará mudanças no secretariado estadual para o próximo mandato. Em entrevista à TV Centro América, ele disse que as alterações serão anunciadas em breve, mas descartou uma grande reformulação na estrutura do Governo.

“Sempre tem. Terão algumas mudanças, nós vamos anunciar em breve, mas nada de extraordinário. Correção de rumos mesmo, aperfeiçoamento, melhorar os serviços. Esse é o nosso objetivo, essa é a nossa obrigação e nós vamos fazer isso”, declarou.

Pivetta passou a manhã reunido com secretários e integrantes da equipe de governo, um dia após ser reeleito para comandar o Estado pelos próximos quatro anos. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do Republicanos recebeu 985.996 votos, correspondentes a 61,7% dos votos válidos.

Durante a entrevista, o governador afirmou que o resultado das urnas representa uma mensagem de apoio da população e disse estar comprometido em dar continuidade às ações da atual administração, mas fazendo ajustes onde considerar necessário. Ao avaliar a vitória, ele afirmou estar agradecido pela votação recebida e disse que o resultado eleitoral reforçou sua responsabilidade à frente do Estado. “O importante é que agora eu me sinto legitimado para governar Mato Grosso, farei isso em nome do povo mato-grossense”, declarou.

Apesar da reeleição, o gestor afirmou que não pretende promover atos de grande repercussão nos primeiros dias. Segundo ele, a prioridade será manter o trabalho administrativo e anunciar as medidas conforme forem definidas. “Nós não gostamos de fazer nada midiático. Nós vamos, no dia a dia, fazendo a nossa obrigação e o povo vai ficando sabendo, porque tem que dar publicidade, nada se faz aqui escondido”, afirmou.

“Eu tenho a missão de evoluir, corrigir pontos que precisam ser corrigidos e levar para frente o que está dando certo”, afirmou.

Para o início do novo mandato, Pivetta citou como prioridades o fortalecimento do ensino técnico profissionalizante e da saúde pública. Ele mencionou a tabela SUS-Mato Grosso e o programa Fila Zero como iniciativas que pretende manter e ampliar.

Segundo o governador, o Estado também deve continuar investindo na estrutura hospitalar. “Nós temos seis hospitais sendo inaugurados, alguns já inaugurados, outros vão ser inaugurados daqui para o ano que vem. Então, o Estado de Mato Grosso construindo sua infraestrutura na saúde pública e nós vamos continuar fazendo cada vez melhor a saúde funcionar”, disse.

Base na Assembleia

Pivetta também comentou a nova composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e afirmou que pretende construir uma base de apoio para garantir condições políticas para a execução das ações do governo.

“Vamos ter uma base na Assembleia para nos dar condições de governar pensando na maioria do povo mato-grossense, das necessidades que Mato Grosso ainda tem”, afirmou.

O governador disse ainda acreditar que terá o apoio da maioria dos deputados estaduais para implementar as medidas previstas para o próximo mandato.

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