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Paula Calil cobra ações contra violência de gênero e defende desconstrução do machismo estrutural

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Cuiabá

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), fez um apelo enfático, durante a sessão ordinária desta terça-feira (26), pelo fim da violência contra a mulher e pela desconstrução do machismo estrutural. O discurso ocorre em meio a números alarmantes de feminicídios registrados em Mato Grosso.

De janeiro a junho deste ano, 28 mulheres foram assassinadas no estado, sendo que 70% dos crimes ocorreram dentro de casa. Na maioria dos casos, os agressores eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

“Essa campanha tem que ser perene, incluir homens, jovens e adultos. O machismo estrutural não pode mais existir. Só assim conseguiremos salvar vidas e frear essa escalada de violência. Mato Grosso tornou-se um estado sangrento, e isso é inadmissível”, declarou a parlamentar.

Caso recente em Sinop reforça alerta

Paula também lamentou o feminicídio da fonoaudióloga Ana Paula Abreu Carneiro, de 33 anos, morta a facadas pelo marido, no último domingo (24), em Sinop (480 km de Cuiabá). Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por questões ideológicas.

“Uma família dilacerada e uma vida interrompida de forma brutal, por um motivo fútil. Já foi Emilly, agora Ana Paula, e tantas outras mulheres que não tiveram a chance de se defender. O tempo é urgente. Precisamos de mais políticas públicas de prevenção e valorização das mulheres”, afirmou.

Protocolo “Cuiabá Protege Mulheres”

Entre as iniciativas já implementadas por meio de sua atuação parlamentar, Paula destacou o protocolo “Cuiabá Protege Mulheres”, sancionado recentemente pela Prefeitura.

A medida estabelece um atendimento imediato a mulheres em situação de risco em casas noturnas, bares, restaurantes, hotéis e eventos. Funcionários dos estabelecimentos receberão treinamento para acolher vítimas, além de oferecer espaços reservados e informativos sobre como agir diante de casos de assédio ou agressão.

O protocolo está alinhado à Lei Federal 14.786/2023 (“Lei Não é Não”) e não gera custos adicionais ao setor privado ou ao Poder Público. Os locais participantes terão o selo “Cuiabá Protege Mulheres”, como forma de reconhecimento.

Campanha “Homens de Verdade, Protegem Mulheres”

Para fortalecer o enfrentamento à violência, a vereadora apresentou também o projeto de lei que cria, em âmbito municipal, a campanha “Homens de Verdade, Protegem Mulheres”.

A proposta busca engajar homens de todas as idades no combate ao machismo e na promoção de relações baseadas no respeito. A iniciativa prevê atividades educativas em escolas, igrejas, projetos sociais, espaços esportivos e culturais, incluindo rodas de conversa, peças teatrais, vídeos, oficinas e jogos.

O projeto também permite a realização das ações em parceria com a sociedade civil organizada, universidades, empresas, coletivos culturais e entidades religiosas.

“Essa luta não é apenas das mulheres, é de toda a sociedade. Precisamos avançar e jamais retroceder”, concluiu Calil.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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