Mato Grosso

Governo de MT avança nas tratativas para comercialização de créditos de carbono

Publicado em

Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso está com as negociações bem avançadas para dar início à comercialização de crédito de carbono no Estado. Na manhã desta terça-feira (23.9), em uma das reuniões da Semana do Clima de Nova Iorque, nos Estados Unidos, a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, reforçou a importância da validação dos dados sobre o estoque de carbono de Mato Grosso.

“Estamos trabalhando com a nossa equipe, junto com a PCI e parceiros, para termos segurança jurídica e, assim, avançarmos no início da comercialização. Com a Emergent discutimos os próximos passos para concretizar a comercialização”, explicou a secretaria.

Ainda segundo Mauren, o Estado poderá se beneficiar com os ativos que dispõe, conquistados pela política de combate ao desmatamento ilegal e as ações contra os incêndios florestais, desenvolvidas pelo Governo de Mato Grosso.

“Estamos a poucos passos de finalizar esse trabalho e podermos colocar no mercado os nossos créditos. Esse é um trabalho de muitas mãos e que estamos conseguindo tirar do papel”, reforçou.

Para o promotor de justiça, Marcelo Vachiano, essa estratégia é importante para estimular a preservação ambiental e consequentemente melhorar a qualidade de vida da população mato-grossense. “Precisamos acompanhar essas tratativas para que a melhor solução seja colocada a mesa para tomada de decisão”, enfatizou.

Também participaram da reunião a secretária de Comunicação, Laice Souza, a secretária adjunta de Recursos Hídricos da Sema, Lilian Ferreira dos Santos, e servidores do Governo do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

Publicados

em

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA