Sinop
Equipe de Sinop disputa maior competição de voleibol da América Latina; evento começa dia 26
Sinop
O município de Sinop participa com duas equipes, masculina e feminina, e 28 atletas, da maior competição da América Latina de voleibol. O evento acontece no estado do Paraná e será realizado entre os dias 26 de outubro e primeiro de novembro. Três países participam da competição: Brasil, Peru e Chile, e disputam em quatro modalidades: sub 13, sub 15, sub 17 e sub 19.
A professora Claodete Hasselstrom é a treinadora das equipes e acompanhará os atletas sinopenses nessa competição. “Essa competição tem mais de 20 anos que ela acontece em São José dos Pinhais, pertinho de Curitiba. Nós vamos ficar alojados em Curitiba, mas jogar em São José dos Pinhais. Ela reúne desde clubes, prefeituras, associações, todo tipo de equipes. Tem várias equipes de Mato Grosso que vão participar, mas assim, equipes de todo o país, e ela é a principal competição da categoria de base do país”, comentou ela.
Serão mais de 3.200 mil atletas e mais de mil jogos. Estão inscritas mais de 200 equipes de 10 estados brasileiros e o Distrito Federal, mais dois países. Por essa integração de clubes e atletas, a Taça Paraná se torna uma competição de alto nível técnico e possibilita intercâmbio dos atletas e aperfeiçoamento das técnicas para os clubes. “A competição lá, assim, o principal, além dela ter um nível técnico muito grande, que você faz esse intercâmbio, além das equipes do Brasil, nós temos algumas equipes da América Latina que participam também”, comentou a treinadora.
O diretor de Esporte, Rudy Roger, esclarece que todos os atletas irão representando o município e receberão incentivo da lei ao esporte. “Os atletas sairão da cidade com o apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, no dia 24, sexta-feira, e devem chegar na cidade de Curitiba no domingo, dia 26, onde participarão do Congresso Técnico que está programado para acontecer no final do dia. Esse encontro definirá as partidas. Esse ano participamos com seleção de atleta das equipes masculina e feminina do vôlei na modalidade sub 17”, explicou.
Competição
Os jogos acontecerão em dois municípios do estado do Paraná: São José dos Pinhais e Curitiba. Serão 13 ginásios utilizados nas mais de mil partidas que terão ao longo do evento.
Na modalidade sub 13, participarão seleção de atletas que nasceram entre os anos de 2013 e 2015. Na modalidade de sub 15, os atletas terão que ser nascidos entre os anos de 2011 e 2012. No sub 17, participarão atletas nascidos entre os anos de 2009 e 2010. Já no sub 19, serão atletas nascidos entre os anos de 2007 e 2008.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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