Várzea Grande
Várzea Grande recebe R$ 1,9 milhão para aquisição de veículos e bicicletas elétricas para Atenção Primária de Saúde
Várzea Grande
Recursos irão contribuir com a rotina de visitas dos Agentes Comunitários de Saúde, ampliando a produtividade e o conforto desses servidores
A Prefeitura de Várzea Grande foi contemplada com uma emenda parlamentar no valor de R$ 1.941.184,00, para aquisição de 14 veículos e 99 bicicletas elétricas para a Atenção Primária à Saúde. Os meios de transporte serão utilizados pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) durante a rotina de trabalho no Município. O recurso foi destinado pelo deputado federal Coronel Assis (União Brasil).
Para a prefeita Flávia Moretti (PL) esta iniciativa trará mais eficiência e agilidade nos atendimentos dos Agentes Comunitários de Saúde. “Esse benefício também dará maior conforto aos agentes. Agradeço ao deputado Coronel Assis pelo recurso de suma importância para a saúde várzea-grandense”, conta Moretti.
De acordo com o deputado Coronel Assis, a indicação de emenda também atende a uma solicitação dos vereadores Sargento Galibert (PSB) e Enfermeiro Emerson (PP). A proposta já está apta para cadastramento na plataforma INVESTSUS até o dia 5 de novembro. Após essa etapa, caberá ao Município inserir a programação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e no Plano Anual de Saúde para garantir a liberação dos recursos.
“Nosso objetivo é apoiar as ações que aproximam o serviço de saúde da população, valorizando os profissionais que estão na linha de frente do atendimento básico”, destacou Coronel Assis no ofício entregue à prefeita Flávia Moretti.
“Estamos felizes por esta demanda estar sendo atendida, pois foi pedido dos dedicados Agentes de Saúde do nosso Município”, disse os vereadores Enfermeiro Emerson e Sargento Galibert.
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Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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