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Alisson Alencar assume Comissão de Transformação Digital do TCE-MT e coordenação nacional de Tecnologia e IA dos Tribunais de Contas

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro Alisson Alencar. Clique aqui para ampliar

O conselheiro Alisson Alencar assumiu a Comissão Permanente de Transformação Digital e Disrupção (CPT2D) do Tribunal de Contas de Mato Grosso. A designação foi publicada no Diário Oficial de Contas (DOC) desta terça-feira (3) pelo conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo. Alisson Alencar também passou a exercer a coordenação-geral de Tecnologia e Inteligência Artificial da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

Segundo o conselheiro, a transformação digital vai além da adoção de ferramentas tecnológicas. “Trata-se de uma mudança de cultura na administração pública. Nosso objetivo é utilizar a inteligência artificial e as novas soluções digitais para tornar o controle externo mais eficiente, transparente e próximo da sociedade”, destacou.

O principal objetivo da coordenação-geral é integrar tecnologia e inteligência artificial às atividades de controle externo, tornando os processos de auditoria e fiscalização mais ágeis, precisos, preventivos e orientados por dados, ao mesmo tempo em que se fortalece a atuação dos Tribunais de Contas como indutores da transformação digital responsável da administração pública.

“A inteligência artificial, quando utilizada com responsabilidade, critérios técnicos e adequada governança, amplia significativamente a capacidade dos rribunais de contas de avaliar políticas públicas, identificar riscos e contribuir para uma administração pública mais eficiente, transparente e orientada ao interesse público”, afirmou Alisson Alencar.

Na Atricon, no âmbito da técnologia, o trabalho se concentra na integração das áreas de tecnologia da informação dos Tribunais de Contas, com foco na modernização tecnológica, no desenvolvimento de soluções digitais e no fortalecimento da cultura de inovação aplicada aos processos de controle externo.

Já a atuação relacionada à Inteligência Artificial está estruturada no Programa de Incentivo à Transformação Digital. “Esse programa não se limita ao desenvolvimento de ferramentas tecnológicas, tem por intuito também a avaliação e o estímulo da maturidade digital da administração pública, com ênfase em governança digital, uso estratégico de tecnologias e dados, interoperabilidade, automação e utilização responsável da inteligência artificial”, explicou Alisson Alencar.

O programa prevê ainda o desenvolvimento e a disseminação de referenciais técnicos, metodologias de avaliação, boas práticas e mecanismos de cooperação institucional, de modo a permitir que o controle externo contribua para a qualificação das iniciativas digitais governamentais, com foco na geração de valor público, na transparência e na melhoria contínua da governança.

Além da coordenação-geral de Tecnologia e Inteligência Artificial, o conselheiro do TCE-MT foi designado para atuar no Marco de Medição de Desempenho e Impacto dos Tribunais de Contas (MMDI-TC ), como coordenador técnico, e está à frente do Projeto Enunciados, como coordenador-geral.

Fonte: TCE MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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