Sinop
Prefeitura de Sinop solicita ao Estado ampliação de UTIs e cirurgias para reduzir filas na saúde
Sinop
Durante a reunião, além das manifestações verbais dos representantes do Executivo e do Legislativo Municipal, foi protocolado o Ofício nº 0080/GAB/2026, assinado pelo prefeito Roberto Dorner, solicitando apoio do Governo do Estado para ampliar a vazão de atendimentos de pacientes que necessitam de internação e procedimentos de média e alta complexidade.
No documento, o Município destaca que, nos últimos meses, a rede municipal tem operado sob alta pressão assistencial, o que tem impactado diretamente no tempo de espera por internações, na condução de casos graves e na realização oportuna de cirurgias. Como polo regional, Sinop atende pacientes de diversos municípios, o que aumenta a demanda sobre a estrutura local.
No ofício, a Prefeitura solicita apoio da Secretaria de Estado de Saúde para ampliar a vazão de leitos de UTI, tanto na retaguarda quanto no giro de leitos, além da ampliação da realização de procedimentos cirúrgicos. Também foram solicitadas medidas que elevem o número de atendimentos de média e alta complexidade em Sinop, reduzindo o tempo de espera, os custos operacionais e de transporte, garantindo mais agilidade no acesso dos pacientes aos serviços.
Outro ponto apresentado no documento é a necessidade de alinhamento com a equipe de regulação, visando maior celeridade nos encaminhamentos e na organização dos fluxos assistenciais. “Entendemos que a resposta mais efetiva à população é a construção de uma solução conjunta e prática, com medidas emergenciais e de organização assistencial, visando reduzir filas, acelerar fluxos e garantir acesso à Média e Alta Complexidade”, destaca trecho do ofício.
Ao comentar a reunião, o prefeito Roberto Dorner destacou a gravidade do cenário enfrentado pelo município. “As demandas da saúde são muito grandes. Pedimos providências para solucionar esse problema na questão da média e alta complexidade. Foi uma conversa muito séria, colocamos nossos pontos de vista e eles levaram essas demandas. Sinop tem feito a sua parte e seguiremos avançando com responsabilidade, mas também continuaremos cobrando do Estado o que é de sua competência, buscando a melhoria dos atendimentos”, afirmou.
O secretário municipal de Saúde, Érico Gonçalves, ressaltou a importância da união entre os entes públicos. “Essa busca por mais investimentos e mais vagas é fruto do diálogo entre Município, Câmara e Governo do Estado. Essa humanização da saúde que o prefeito visa tem sido possibilitada, por exemplo, pelo Programa Fila Zero, do Estado em parceria com o Município, onde, no ano de 2025, aplicamos mais de R$ 20 milhões. A discussão sobre regulação e atendimentos precisa acontecer na mesa, debatendo ideias em prol da sociedade sinopense”, declarou.
Representando o Legislativo, o vereador Célio Garcia afirmou que as cobranças apresentadas refletem o que tem sido levado pela população aos parlamentares. “A maioria dos vereadores abordou a questão da regulação de pacientes da UPA para o Hospital Regional e nada melhor do que dialogarmos e fazermos esses apontamentos diretamente ao secretário de Estado. Nós fazemos as nossas cobranças para que, de fato, tenhamos avanços da saúde de Sinop e do Estado de Mato Grosso”, pontuou.
Durante os diálogos da reunião, foi repassada a dificuldade enfrentada pelo Hospital Regional de Sinop com relação a gestão de pessoas e profissionais disponíveis, com deficit estimado em 80 colaboradores, refletindo diretamente em 20 leitos fechados em “stand-by”.
Estiveram presentes na reunião o prefeito Roberto Dorner, o vice-prefeito Paulinho Abreu, os secretários municipais de Saúde e Governo – Érico Gonçalves e Faira Strapazzon – além dos vereadores Célio Garcia, Dilmair Callegaro, Ênio da Brígida, Ademir Debortoli, Sandra Donato e Juventino Silva. Também marcaram presença o diretor-geral do Hospital Regional de Sinop, Jean Alencar, e o médico regulador, Vitor Gobbi.
Ao final da agenda, Gilberto recebeu o ofício e a Prefeitura de Sinop seguirá com os encaminhamentos dos ritos protocolares. O secretário de Estado também lembrou as autoridades municipais sobre o prazo máximo para solicitação e disponibilização de recursos, em razão do período eleitoral que se aproxima.
A reunião reforça o compromisso da gestão municipal em buscar alternativas para fortalecer a rede pública de saúde e garantir atendimento digno e ágil à população de Sinop e de toda a região norte de Mato Grosso.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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