Mato Grosso
Do atendimento à solução: o fator humano que impulsiona a agilidade no Judiciário
Mato Grosso
O avanço dos serviços do Judiciário no interior e os resultados positivos alcançados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso passam pelo trabalho coletivo de magistrados, servidores e colaboradores que atuam diariamente nas comarcas. A avaliação é do juiz diretor do Foro de Barra do Bugres, Silvio Mendonça Ribeiro Filho, ao destacar que as conquistas institucionais são resultado direto do empenho das equipes locais e da estrutura levada ao interior.
Segundo o magistrado, o desempenho alcançado pelo Judiciário mato-grossense não seria possível sem o esforço conjunto de todos que integram a comarca, desde servidores com décadas de serviço prestado, até estagiários que iniciam a trajetória profissional, além da orientação permanente da Corregedoria-Geral da Justiça e do uso de ferramentas de gestão e ciência de dados, que permitem acompanhar resultados e aprimorar a prestação jurisdicional.
Esse trabalho integrado reflete diretamente no atendimento à população, especialmente nas unidades voltadas à conciliação e mediação de conflitos, onde a agilidade e o atendimento humanizado têm se tornado marcas do serviço prestado.
No Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Barra do Bugres, por exemplo, muitas demandas pré-processuais têm sido solucionadas em menos de 30 dias, dependendo da complexidade do caso e da localização das partes envolvidas. Situações que antes se prolongavam por anos na Justiça, como inventários e conflitos familiares, hoje encontram caminhos mais rápidos por meio do diálogo mediado.
Para o juiz coordenador do Cejusc de Barra do Bugres, Arom Olímpio Pereira, essa agilidade e eficiência estão diretamente ligadas ao fator humano. Ele observa que “muitas vezes, quando se fala em Poder Judiciário, a imagem que se forma é a de uma instituição marcada por processos e decisões formais, mas, na prática, a Justiça é construída diariamente por pessoas que atendem, escutam, orientam e buscam soluções para os conflitos apresentados pela população”.
Essa percepção também é compartilhada por quem atua diretamente no atendimento ao público. O analista judiciário Dione Everson Mendes dos Santos, atualmente na Segunda Vara Cível de Barra do Bugres, observa que o destaque alcançado pelo Tribunal, resultante do reconhecimento histórico obtido com o Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade, é resultado de um esforço coletivo, mas que o impacto mais evidente do trabalho está no contato direto com o cidadão.
Segundo ele, o atendimento ao público é uma das funções mais importantes desempenhadas no fórum, pois as pessoas procuram o Judiciário sempre para resolver algum problema. O servidor ressalta que ninguém procura o fórum sem necessidade, e que por isso o atendimento precisa ser humanizado e voltado à solução da demanda apresentada pelo cidadão.
“O principal que nós fazemos aqui dentro da Secretaria é o atendimento público. Ninguém vem ao fórum porque está feliz, as pessoas vêm porque têm um problema para resolver. E o atendimento que é feito aqui na Secretaria, eu acredito que é o mais importante que a gente faz aqui dentro do Tribunal. Um atendimento humanizado, que realmente busque resolver o problema da pessoa, entender o que ela está passando e onde ela quer chegar”, afirmou.
Selo Diamante
O prêmio destaca os tribunais do país que melhor atendem a população: conseguem ser mais rápidos, transparentes, humanos e presentes na vida das pessoas. E é isso que coloca o TJMT entre os melhores do Brasil.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
OAB
OAB-MT se posiciona contra retrocessos na concessão da justiça gratuita
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) considera um retrocesso a aprovação, no Senado Federal, do Projeto de Lei 2.239/2022 que altera o Código de Processo Civil (CPC) estabelecendo novos critérios para concessão da gratuidade de Justiça.
Em um país com custas processuais tão exorbitantes, que por si só já afastam o acesso pleno à Justiça, não podemos concordar com qualquer restrição ou diminuição de direitos já adquiridos.
A determinação do teto de dois salários mínimos para o acesso gratuito à Justiça só trará um resultado, o aumento no afastamento do cidadão ao Poder Judiciário.
Tal fato não pode servir de compensação para novos requisitos de concessão da gratuidade da justiça trazidos no projeto aprovado pelo Senado e agora encaminhado para nova análise na Câmara dos Deputados.
Nesse sentido, a OAB-MT conclama o Congresso Nacional, em especial a bancada federal do Estado de Mato Grosso, para votar contra a referida proposta.
A defesa da cidadania, da Constituição e do acesso universal à Justiça é compromisso permanente da Ordem dos Advogados do Brasil.
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Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT
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