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Wilder Morais destaca Tecnoshow, em Goiás, e pede mais apoio ao agronegócio

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O senador Wilder Morais (PL-GO) destacou em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (7) a realização da 23ª edição da Tecnoshow, que acontece entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde (GO). Ele ressaltou a importância do agronegócio para o desenvolvimento econômico do país e afirmou que o evento reúne inovação, tecnologia e produção rural, consolidando-se como um dos principais encontros do setor.

Wilder disse que a feira deve reunir cerca de 140 mil visitantes, quase 700 expositores e movimentar aproximadamente R$ 10 bilhões em negócios. Ele destacou o impacto do agronegócio no crescimento de Rio Verde, com expansão urbana, valorização imobiliária e aumento populacional.

— O agronegócio é a força motriz que tira o país da crise, faz mais para o Brasil do que os brasileiros imaginam. O agro é a riqueza que vem da terra, que impulsiona a inovação científica, as novas universidades e os centros de pesquisa; une o campo e a cidade, promove a modernização e a competitividade do setor. Rio Verde se tornou um grande polo do agronegócio, com negócios não só do campo; os imóveis se valorizaram e a população cresceu, em uma década, mais de 30% acima da média nacional — afirmou.

O parlamentar apontou desafios enfrentados pelos produtores rurais, como logística, custos elevados e insegurança regulatória. Segundo ele, esses fatores impactam a competitividade do setor e contribuem para o aumento de pedidos de recuperação judicial no campo.

— Em 2025, batemos um recorde vergonhoso de 1.990 pedidos de recuperação judicial no agro, um aumento de 56,4% de um ano para o outro. Mato Grosso e Goiás lideram essa lista vexatória — disse o senador, culpando o governo federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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