OAB
OAB-MT participa de ação que visa a prevenção e o enfrentamento do assédio eleitoral no ambiente de trabalho
OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) assinou o Pacto pelo Voto Livre no Trabalho, uma proposta do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), realizada em parceria com a OAB-MT, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral, e o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT). O lançamento do Pacto aconteceu nesta segunda-feira (13), no TRT-MT.
“O assédio eleitoral viola direitos fundamentais e ataca a democracia. Um dos papeis da advocacia é a orientação a informação, sobretudo, da defesa da Constituição Federal, que garante a todos a liberdade, a liberdade de expressão, ao voto e, claro, relação de trabalho livre e segura. Assim, a OAB participa desse pacto com muita alegria e a certeza de que é uma ação essencial neste momento que antecede as nossas eleições”, destacou a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, durante a assinatura do Pacto.
Para o presidente do TRT-MT, desembargador Aguimar Martins Peixoto, é essencial que todos participem e se comprometam a defesa da democracia. “Toda pessoa tem direito de votar de forma livre.É importante trazermos essa discussão e dizer não ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Queremos que as eleições sejam realmente livres de intervenção, de assédio, do antigo voto de cabresto que hoje ainda permanece sob outro nome e em forme de constrangimento”.
A desembargadora Serly Marcondes Alves, presidente do TRE-MT, afirmou que o local de trabalho deve ser respeitado e todo trabalhador tem que ter os seus direitos preservados. “Não podemos concordar com esta prática, pois o ambiente de trabalho é sagrado, onde a pessoa garante o sustento da sua família, então, ela não pode sofrer nenhum tipo de ameaça por conta do exercício da cidadania, que deve ser livre”, pontuou.
O Pacto é um compromisso público de natureza preventiva, educativa e cooperativa, voltado ao enfrentamento ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, citou a necessidade de entender e respeitar o relacionamento empregador/empregado. “É importante deixar claro que a subordinação deve ocorrer apenas no âmbito da relação de trabalho, ou seja, não deve extrapolar este campo e interferir na livre escolha eleitoral. Participamos deste pacto com o compromisso de defender a liberdade do voto e as relações de trabalho livres”.
Ainda participaram do evento, representando a advocacia, a presidente da Comissão de Direito do Trabalho, Roberta Borges, e o vice-presidente da Comissão de Direito Eleitoral, Carlos Hayashida.
Além da presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, do presidente do TRT-MT, desembargador Aguimar Martins Peixoto, da presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, assinaram o Pacto a procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Thaylise Zaffani, e a procuradora regional eleitoral substituta, Ludmila Bortoleto Monteiro. Algumas empresas e outras entidades já aderiam, como a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MT); a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (AMATRA – 23ª Região de Mato Grosso), a Rede Mato-grossense de Comunicação, a TV e a Rádio Vila Real, Jornal A Gazeta e Gazeta Digital, Band Cuiabá, Trael Transformadores Elétricos e Sistema Fecomércio.
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Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT
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OAB
OAB-MT se posiciona contra retrocessos na concessão da justiça gratuita
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) considera um retrocesso a aprovação, no Senado Federal, do Projeto de Lei 2.239/2022 que altera o Código de Processo Civil (CPC) estabelecendo novos critérios para concessão da gratuidade de Justiça.
Em um país com custas processuais tão exorbitantes, que por si só já afastam o acesso pleno à Justiça, não podemos concordar com qualquer restrição ou diminuição de direitos já adquiridos.
A determinação do teto de dois salários mínimos para o acesso gratuito à Justiça só trará um resultado, o aumento no afastamento do cidadão ao Poder Judiciário.
Tal fato não pode servir de compensação para novos requisitos de concessão da gratuidade da justiça trazidos no projeto aprovado pelo Senado e agora encaminhado para nova análise na Câmara dos Deputados.
Nesse sentido, a OAB-MT conclama o Congresso Nacional, em especial a bancada federal do Estado de Mato Grosso, para votar contra a referida proposta.
A defesa da cidadania, da Constituição e do acesso universal à Justiça é compromisso permanente da Ordem dos Advogados do Brasil.
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Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT
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