Sinop
Idosos e pessoas com deficiência participam da 3ª edição do Banho Assistido na Praia do Cortado
Sinop
A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou a emoção em ver os assistidos participando do Festival de Praia com acessibilidade. “É sempre uma alegria vivenciar momentos como esse, principalmente quando vemos os assistidos na água. Vemos no rostinho deles a alegria de participar de um dia inesquecível. Percebemos todo o cuidado dos nossos parceiros da Fasipe, do curso de Educação Física e Fisioterapia, que se dedicaram aos assistidos. A alegria deles de entrar no nosso lindo rio Teles Pires, na Praia do Cortado, para comemorar os 51 anos de Sinop, foi contagiante”, afirmou.
A diretora da Apae Sinop, Regina Gonzalez, ressaltou a importância do evento para os alunos e famílias. “É um sentimento de alegria e gratidão por um evento que proporciona aos nossos assistidos socialização e lazer. Esse evento vai entrar para o calendário escolar porque é muito esperado pelas famílias. Os pais, com dias de antecedência, já estavam perguntando sobre o banho assistido. Eles se prepararam com looks, chapéus, e isso para nós é uma realização imensa. Gratidão por este evento maravilhoso e abençoado”, declarou.
Entre os participantes, Romildo Santana destacou que a sensação de aproveitar a Praia do Cortado foi revigorante e motivadora. “A água está muito boa e estimula os músculos. Sou cadeirante há 30 anos e isso é muito bom, porque exercita o corpo. É o meu terceiro ano no banho assistido e eu gosto muito de estar aqui, socializar, exercitar e ter contato com a água. Todas as pessoas deveriam vir”, afirmou.
Sidnei Afonso, também pessoa com deficiência, reforçou a importância do banho para todos os participantes. “Esse momento foi muito bom. Ficamos bem sossegados na água, relaxamos bastante. Gostei muito de participar no ano passado e agora novamente. Quero voltar no próximo ano. O pessoal da faculdade foi bem prestativo para ajudar e isso é muito gratificante”, destacou.
Festival de Praia
A programação do Festival de Praia também atraiu visitantes que aproveitaram o dia nas margens do Rio Teles Pires. Francimaria Dias foi uma das pessoas que levou a família para aproveitar a manhã na Praia do Cortado. “Viemos curtir o sábado em família, aproveitar esse período da manhã que é o melhor horário para curtir a praia. Está muito legal, bem tranquilo, estamos gostando bastante”, comentou.
O visitante Pedro Nascimento ressaltou a boa estrutura do espaço. “Queríamos aproveitar um pouco da água e da areia aqui. O evento está bem organizado, a estrada está boa e está bem tranquilo para vir. As tendas aqui ajudam bastante, então está um ambiente gostoso para a família. Eu vim à Praia do Cortado quando era criança, muitos anos atrás, e agora pude reviver isso”, afirmou.
Pedro destacou ainda a relação especial que tem com Sinop. “Sinop é uma cidade que está em crescimento, cheia de oportunidades. Nós não somos daqui, eu vim de São Paulo e ela [a companheira] do Maranhão. Estar aqui nessa cidade que só prospera e cresce é algo que nos faz não ter vontade de ir embora. É uma cidade acolhedora, com ótimas pessoas, que vieram com vontade de empreender e fazer dar certo. Sinop é maravilhosa”, completou.
O Festival de Praia contou com apresentações regionais da dupla Mayck e JhanPierre, Clei Pagode e Banda Mix. Neste domingo (14), dia em que Sinop completa 51 anos, o Festival de Praia começa com show da dupla Kaio e Kaleu, às 10h. A partir das 12h, o cantor André Luiz se apresenta. O evento será encerrado com o show nacional do cantor Matheus Fernandes, por volta das 14h.
Festeja Sinop
O Festeja Sinop 2025 é realizado pela Prefeitura de Sinop e recebe apoio da Câmara de Vereadores, Grupo Sinop, Sicoob Norte MT, Mobilize-C – mobilidade zero carbono, Shopping Sinop, Deputado Dilmar Dal Bosco e Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso (Sedec MT). Toda a programação oficial do Festeja Sinop 2025 pode ser acompanhada nas redes sociais da Prefeitura e no site institucional.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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