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Prefeitura de Sinop leva oficinas realizadas nos CRAS para a Gleba Mercedes

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, leva oficinas e atividades desenvolvidas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para comunidades rurais do município. O principal objetivo é oportunizar aos moradores de regiões mais afastadas o acesso às mesmas dinâmicas e serviços ofertados na área urbana.

Na tarde da última sexta-feira (22), a ação foi realizada na Gleba Mercedes V – Assentamento Wesley Manoel dos Santos. Na oportunidade, além da atualização de dados junto ao Cadastro Único e da disponibilização de vacinas, também foram ofertadas oficina de artesanato e dança circular em cadeira.

A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou que a iniciativa busca aproximar os serviços públicos da comunidade rural. “Nos CRAS, temos trabalhos com grupos de várias idades, idosos, crianças, adolescentes e mulheres, e desde o início tínhamos essa vontade de trazer essas atividades para as áreas mais distantes do centro. É importante levar esse serviço da Assistência Social para fortalecer o vínculo com essas famílias e estreitar o relacionamento para que elas tenham acesso aos benefícios oferecidos pela Secretaria”, afirmou.

Sinéia também explicou que os CRAS abrangem tanto bairros da cidade quanto regiões rurais. “Esse núcleo aqui é atendido pelo CRAS Boa Esperança, que atende quase 10 mil famílias. Cada unidade atende de 60 a 80 bairros, incluindo áreas rurais. Por isso, é importante expandirmos os trabalhos para que essa comunidade se sinta pertencente ao núcleo e participe das atividades desenvolvidas”, acrescentou.

Uma das participantes da ação, a moradora Maria Freitas, elogiou a atividade de dança circular em cadeira e destacou os benefícios proporcionados pela prática. “Foi muito bacana, legal demais! Eu gostei e espero que continue sendo assim, para as mulheres se movimentarem e aprenderem para continuar fazendo em casa. Principalmente eu, que estou acima do peso, então a gente tem que praticar e se exercitar. Dói o corpo no começo, mas não vamos desistir, não. É maravilhoso, estou adorando!”, avaliou.

A oficina de artesanato também chamou a atenção das participantes. A facilitadora Franciele Rodrigues explicou que as atividades manuais contribuem para o desenvolvimento emocional, mental e criativo das mulheres atendidas. “A importância delas desenvolverem esse trabalho está ligada às partes manual, psicológica e mental. Quando praticamos o artesanato, nossa mente fica mais relaxada, leve e ainda há o aumento da criatividade”, destacou.

Segundo Franciele, a proposta foi pensada para valorizar o ambiente familiar. “O artesanato trazido aqui é focado em objetos que elas podem utilizar dentro de casa, ornamentando o ambiente e tornando o lar mais bonito e agradável. Muitas vezes, elas não têm esse convívio diário com atividades diferentes, então buscamos trazer algo novo para o dia a dia delas”, completou.

Essas ações itinerantes nas áreas rurais seguirão sendo realizadas. Na próxima sexta-feira (29), no período da tarde, o mesmo movimento será realizado na Gleba Mercedes V – Assentamento Campos Novos.

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Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.

Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.

A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.

A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.

Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.

Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.

A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.

A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.

A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.

A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.

Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.

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