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Serviços públicos alerta para perigo de descarte irregular de vacinas

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Ação de limpeza encontrou frascos de imunizantes descartados de forma inadequada nos bairros Hélio Ponce e Santa Bárbara; Autoridades reforçam risco à saúde humana, animal e ao meio ambiente desse tipo de material

Nesta sexta-feira (22), a equipe de limpeza da Subprefeitura do Cristo Rei, coordenada pelos servidores Ana Paula e José Carlos, realizou uma ação de limpeza nos bairros Hélio Ponce e Santa Bárbara, retirando cerca de 70 toneladas de lixo acumulado. Entre os resíduos encontrados, chamaram atenção frascos de vacinas antirrábicas e contra febre aftosa descartadas de forma irregular.

De acordo com a médica veterinária da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Kelly Enciso, o descarte inadequado de imunizantes representa um grave risco ambiental e à saúde de seres humanos e animais. “Esses produtos só podem ser comercializados com cadastro no Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e mediante receituário de profissional habilitado. O descarte irregular é considerado um crime ambiental e pode gerar consequências sérias”, explicou a especialista.

O perigo desse tipo de descarte é ilustrado por um caso recente em que mais de 100 bovinos, caprinos e ovinos morreram de forma repentina após vacinação contra clostridiose em julho. A relação entre os óbitos e o imunizante está sendo investigada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, pela Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) e pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). A vacina envolvida, Excell 10, teve dois lotes suspensos preventivamente pelo laboratório Dechra Brasil e teve a comercialização suspensa, desde ontem (21), pelo Indea/MT.

O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas Ductievicz, reforçou a gravidade do ocorrido e garantiu que investigações serão conduzidas para tomar todas as medidas cabíveis, assegurando a proteção da saúde dos moradores de Várzea Grande e a preservação do meio ambiente. “É essencial que a população esteja ciente do perigo que resíduos como esse representam”, destacou.

Além disso, o secretário ressaltou a importância do trabalho contínuo de limpeza em todo o Município, que contribui não apenas para a estética urbana, mas para a segurança, saúde e qualidade de vida de todos os moradores.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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