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Lençóis Maranhenses e Bumba Meu Boi recebem certificado da Unesco

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Representantes da Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, estão visitando o Maranhão para entrega dos certificados de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade ao Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão; e de Patrimônio Natural da Humanidade aos Lençóis Maranhenses.

Nesta sexta-feira (15), acontece, no Parque das Dunas, que fica na cidade de Barreirinhas, a cerimônia de entrega do certificado. O governador do Maranhão Carlos Brandão fala que o título aumenta a responsabilidade dos gestores e da população com o Parque Nacional:

Eu fico muito feliz porque o turismo gera emprego, gera renda e além de tudo mostra as nossas belezas. Eu não tenho dúvida que agora nós vamos ter mais turistas. E temos que tratar bem para que eles possam voltar. E eu sempre digo que agora aumenta a nossa responsabilidade a gente tem que cuidar bem. Não é só receber o título. A gente tem que cuidar daquelas dunas. A gente não pode jogar lixo. A gente vai tá trabalhando para fazer um aterro sanitário. Já consegui com o presidente Lula R$ 100 milhões para colocar água e esgoto em Barreirinhas e assim vai.


15.08.25 - Lençóis Maranhenses recebe certificação da Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade Título foi concedido em 2024 e será celebrado com programação cultural em Barreirinhas-MA.
Fotos Fernando Donasci/MMA
15.08.25 - Lençóis Maranhenses recebe certificação da Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade Título foi concedido em 2024 e será celebrado com programação cultural em Barreirinhas-MA.
Fotos Fernando Donasci/MMA

15.08.25 – Lençóis Maranhenses recebe certificação da Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade Título foi concedido em 2024 e será celebrado com programação cultural em Barreirinhas-MA. Fotos Fernando Donasci/MMA – Fernando Donasci/MMA

A comitiva da Unesco entregou, nessa quinta-feira (14), para as autoridades maranhenses, o certificado emitido pela ONU ao Bumba Meu Boi. O secretário de Cultura, Yuri Arruda, falou da importância de celebrar esse reconhecimento. 

Receber esse título da Unesco não é apenas um ato simbólico; isso mostra um reconhecimento mundial de que o bumba meu boi é resistência, é fé, é identidade, é pertencimento. Então essa tradição é secular, com seus ritmos, com suas cores, traduz a memória viva, a memória criativa e diversa do povo do  Maranhão.

O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em dezembro de 2019 pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. Já o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade em julho do ano passado, durante a 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, ocorrido na cidade de Nova Deli, na Índia.

*Com produção de Luciene Cruz


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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