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Homem é preso por usar campanha solidária por cirurgia de menor para aplicar golpe

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Um homem suspeito de utilizar indevidamente a imagem e história de uma pessoa com problemas de saúde para prática de estelionato digital foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (26), em investigação realizada pelos policiais da Delegacia de Juscimeira.

As investigações que levaram à prisão o suspeito, de 25 anos, iniciaram após a mãe da vítima procurar a Delegacia de Juscimeira, relatando que o seu filho, de 14 anos, enfrenta graves problemas de saúde no quadril e necessita de uma cirurgia de alto custo.

Diante da situação, a família iniciou uma campanha solidária, incluindo a realização de uma rifa, com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para custear o procedimento médico.

O adolescente gravou um vídeo pedindo apoio da população, que rapidamente passou a circular entre moradores da região de Santa Elvira e de municípios vizinhos. Durante uma mobilização para divulgar a campanha em Juscimeira, a vítima foi alertada por populares de que uma chave Pix já estava sendo compartilhada em nome da arrecadação.

Ao analisar o material compartilhado, a família constatou que uma pessoa estava utilizando indevidamente a imagem e a história do adolescente para solicitar transferências bancárias, vinculando uma chave Pix desconhecida e se passando falsamente pelo pai da vítima.

Diante da gravidade dos fatos, os policiais civis iniciaram imediatamente diligências investigativas e levantamentos de inteligência para identificar o responsável pelo golpe digital. Com base nas informações reunidas durante a investigação, a equipe conseguiu localizar e prender o suspeito nesta terça-feira, no distrito de Santa Elvira, pertencente ao município de Juscimeira.

O investigado foi conduzido à Delegacia de Polícia, onde após ser interrogado pelo delegado Dario Ferreira, foi autuado em flagrante pelo crime de estelionato digital.

“A população deve estar atenta sobre a importância de adotar cuidados ao realizar transferências financeiras por meio de campanhas divulgadas em redes sociais e aplicativos de mensagens, sempre verificando a autenticidade das informações e das chaves Pix utilizadas para arrecadações solidárias”, orientou o delegado.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outras possíveis pessoas envolvidas no esquema criminoso e apurar eventual participação de terceiros na fraude.

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Dentista é alvo de operação da PC por divulgar fotos íntimas da ex-namorada no Whats em MT

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Inviolável e cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra um dentista de 41 anos, em Lucas do Rio Verde, investigado por registrar e divulgar imagens íntimas da ex-namorada, de 46, sem o consentimento dela. O nome do investigado não foi divulgado. 

As ordens judiciais foram cumpridas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde, em dois endereços vinculados ao investigado: uma residência e um consultório odontológico, ambos em Sinop. 

Segundo a delegada Paula Moreira, a investigação começou depois que a vítima descobriu que imagens dela nua haviam sido registradas sem autorização e compartilhadas em grupos de WhatsApp. Outras pessoas tiveram acesso ao conteúdo e informaram a mulher, que procurou a DEDM para denunciar o caso. 

A vítima relatou que manteve um breve relacionamento com o dentista no ano passado. Durante esse período, ele teria aproveitado momentos de intimidade para produzir os registros sem que ela soubesse.

Durante as buscas na casa e na empresa do suspeito, os policiais apreenderam o aparelho celular dele, que deverá passar por perícia técnica para verificar a existência das imagens e identificar possíveis compartilhamentos. 

Na residência foram encontradas duas pistolas e uma arma calibre 12. O armamento não foi apreendido porque o dentista é registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e as armas estavam regularizadas. Por esse motivo, também não houve prisão em flagrante. 

No entanto, após a conclusão da investigação e eventual indiciamento, a Polícia Federal será comunicada para solicitar o recolhimento das armas e analisar a situação do registro do investigado como CAC. 

A Polícia Civil continuará com as diligências e aguarda o resultado das perícias para concluir o inquérito policial. 

O caso é investigado como registro e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento.

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