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Polícia Civil prende homem após ameaçar ex-companheira e descumprir medida protetiva

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira (21.10), um homem de 38 anos, suspeito de perseguir e ameaçar de morte sua ex-companheira, no município de Guarantã do Norte.

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, a vítima já havia registrado denúncias anteriores contra o suspeito e possuía medida protetiva de urgência vigente, que ele insistia em descumprir.

No dia 19 de outubro, por volta das 3h da madrugada, o homem foi até a residência da vítima, cortou uma cadeira de fio, perfurou uma parede e deixou uma faca na porta da casa, em um claro gesto de intimidação. Segundo relato, o suspeito chegou a afirmar que “a mataria” e que a faca era apenas um sinal de que voltaria para terminar o que começou.

Além das ameaças presenciais, ele também fez postagens com teor intimidador em seu status do WhatsApp, o que aumentou ainda mais o medo da vítima, que relatou estar fora de casa por temer pela própria vida.

No dia 21, familiares da vítima compareceram à delegacia informando que as ameaças persistiam e agora também eram dirigidas a eles e aos netos da mulher. Diante da gravidade da situação, a equipe de investigação da Polícia Civil iniciou diligências ininterruptas para localizar o suspeito.

Com o apoio do setor de inteligência, os policiais descobriram que o homem estava em seu local de trabalho. Ele foi localizado e preso ainda na manhã de terça-feira. Durante a abordagem, foi necessário o uso de algemas, conforme previsão legal, para garantir a segurança da equipe e do próprio conduzido.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Guarantã do Norte, onde foram adotadas as providências cabíveis.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica

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Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.

As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.

Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.

Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.

“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.

Atuação dentro dos presídios

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.

A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.

“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.

A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.

“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.

“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.

Operação Fariseus

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.

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