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Sindicalista aponta falta de vontade política como motivo para RGA não avançar

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A sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), convocada para esta quarta-feira (14) com a expectativa de votar o projeto da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, terminou sem qualquer deliberação. O motivo foi a ausência do envio formal da proposta por parte do Poder Executivo, o que impediu legalmente a análise da matéria pelos deputados.
Com as galerias lotadas por servidores e representantes sindicais, a sessão acabou sendo suspensa diante da impossibilidade de votação. Além da RGA, também estavam na pauta as contas do governo estadual referentes ao exercício de 2024, igualmente travadas pela falta da mensagem oficial do Palácio Paiaguás. A convocação da sessão tinha como objetivo garantir que a revisão salarial fosse incluída na folha de pagamento de janeiro.

A mobilização foi ampla. Servidores de diversas categorias ocuparam a galeria do plenário e também o auditório, com centenas de pessoas permanecendo do lado de fora por conta da limitação de espaço. O movimento cobrou não apenas a RGA de 2026, mas também o pagamento das reposições inflacionárias acumuladas, que somam 19,56%.

Durante a sessão, o deputado Lúdio Cabral afirmou que havia preparado uma emenda prevendo o pagamento das RGAs atrasadas. Segundo ele, o próprio governo reconhece a existência de superávit orçamentário. O deputado Wilson Santos também afirmou em plenário que, com base em dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o governo encerrou 2024 com cerca de R$ 11 bilhões em caixa.
Estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o pagamento integral da reposição inflacionária não levaria o Estado a ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que, segundo os sindicatos, desmonta o argumento de inviabilidade financeira usado pelo governo.

Presente na mobilização, a presidente do Sindicato dos Profissionais de Nível Superior com Habilitação Específica do Sistema Penitenciário de Mato Grosso (SINPHESP/MT), Eunice Teodora dos Santos Crescencio, conhecida como Nicinha, afirmou que a não concessão da RGA é uma escolha política.

“O pagamento da RGA é um direito constitucional. Não é aumento, é reposição das perdas inflacionárias. Todo trabalhador tem esse direito, inclusive na iniciativa privada. O governo federal pratica isso todos os anos, mas aqui em Mato Grosso o servidor está há mais de 13 anos sem ganho real”, afirmou.

Segundo Nicinha, o discurso do governo de que a reposição quebraria o Estado é contraditório. Para ela, isso significa admitir que as grandes obras em andamento estão sendo financiadas com recursos que estão sendo retirados do salário dos servidores.
“Se o governo diz que pagar a RGA impede o Estado de continuar avançando, então está assumindo que as obras estão sendo feitas com o dinheiro que está sendo tirado do bolso do servidor, que perde poder de compra todo mês. Quem está bancando o desenvolvimento do Estado é o servidor”, disse.

A dirigente também ressaltou que o não pagamento da reposição salarial prejudica diretamente a economia local. “Esse dinheiro, se estivesse na mão do servidor, iria girar no comércio, gerar consumo, impostos e empregos. Não pagar o servidor também é frear a economia de Mato Grosso”, declarou.

Outro ponto destacado foi o alto nível de endividamento dos servidores, agravado por esquemas de consignados fraudulentos. Segundo Nicinha, apesar de as irregularidades serem denunciadas há mais de um ano pelos sindicatos, o governo só agora publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (14), medidas para tentar conter as fraudes.

A presidente do SINPHESP também criticou a postura do governador Mauro Mendes em relação ao funcionalismo público. “Em sete anos de governo, ele nunca sentou com os sindicatos. Que empresário passa sete anos sem conversar com seus funcionários? Isso demonstra falta de respeito e de interesse pelo quadro de servidores”, afirmou.

A frustração da sessão extraordinária reforçou o clima de tensão entre o funcionalismo e o Executivo estadual. Sem o envio do projeto da RGA, a expectativa de recomposição salarial em janeiro foi novamente adiada, mantendo servidores em mobilização e ampliando a pressão política sobre o Palácio Paiaguás.

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Max Russi agradece lideranças e apoiadores em ato de filiação ao Podemos

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, transformou o ato de filiação ao Podemos, realizado neste sábado (7), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, em um momento de agradecimento às lideranças políticas e apoiadores que participaram do evento. A solenidade reuniu representantes de mais de 100 municípios do estado e mais de 3 mil pessoas.

Durante seu discurso, Max Russi iniciou destacando o apoio da família e a mobilização de lideranças que percorreram longas distâncias para participar do encontro.

“Quero começar agradecendo à minha família, à minha esposa Andreia Wagner e aos meus filhos Sophia, Willian, Gabriel e Mariana. Também agradecer a cada um de vocês, homens e mulheres que saíram de seus municípios, de todas as regiões do estado, para estarem aqui hoje. Muitos viajaram a noite inteira, percorrendo mais de mil quilômetros para participar desse momento”, afirmou.

O deputado ressaltou que já participou de diversos eventos políticos ao longo de sua trajetória, mas que a mobilização em torno da filiação ao Podemos chamou sua atenção pela intensidade do engajamento.

“Eu já participei de muitas mobilizações e convenções, mas confesso que nesse movimento do Podemos senti algo diferente. Muita gente ligando do interior, dizendo que queria participar, caravanas saindo de várias cidades para estarem aqui. Isso mostra que as pessoas acreditam em Mato Grosso e querem fazer parte desse projeto”, disse.

Max Russi também agradeceu aos pré-candidatos do partido e destacou que a construção coletiva será fundamental para o fortalecimento da sigla nas próximas eleições.

“Sem esse time, sem essa família que estamos formando, não seria possível chegar ao nosso objetivo. Estamos trabalhando para eleger a maior bancada de deputados estaduais na Assembleia Legislativa e fortalecer o Podemos em todo o estado”, declarou.

O parlamentar ainda ressaltou o protagonismo feminino dentro do partido e destacou o compromisso da legenda com a valorização das mulheres na política.

“Nós temos uma das melhores chapas de mulheres do estado de Mato Grosso. Não é apenas para cumprir exigência eleitoral, mas porque acreditamos na participação feminina e na capacidade das mulheres de representar bem a sociedade”, afirmou.

Max Russi também agradeceu à presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, pela confiança na construção do partido em Mato Grosso.

“A presidente Renata tem acompanhado de perto esse trabalho e confiado na nossa construção. Tenho certeza de que estamos formando um grupo forte, comprometido com Mato Grosso e com o futuro do nosso estado”, disse.

Ao encerrar o discurso, o deputado reforçou que o projeto político do Podemos será construído coletivamente, ouvindo prefeitos, lideranças e candidatos.

“Essa construção não será feita por uma pessoa apenas. As decisões serão tomadas em conjunto com nossos candidatos, prefeitos e lideranças. Queremos um partido municipalista, que valorize as cidades e ajude Mato Grosso a continuar crescendo e se desenvolvendo”, concluiu.

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