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Vereador Raul Curvo cobra ações da Secretaria de Obras e alerta para período chuvoso

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Durante a sessão ordinária desta terça-feira (30/09), o vereador Raul Curvo usou a tribuna para criticar a atuação da Secretaria de Obras, destacando a falta de respostas a diversas solicitações apresentadas nos últimos meses.

“Secretaria de Obras que pouco tem feito pelo nosso município. Por exemplo, eu solicitei aqui o tapa-buracos na rua 85 do bairro Santa Luzia, já tem mais de 30 dias e nada. Solicitei também o patrulhamento da rua Holanda, no bairro Parque Nova Era, região do Icaraí, tem mais de 30 dias”, afirmou.

Raul relatou que esteve pessoalmente na Secretaria de Obras nesta manhã e encontrou a maior parte da frota de máquinas e caminhões quebrada, sem manutenção adequada:

“Tem pá-carregadeira quebrada lá, patrol quebrada, caminhão carregado de aterro com os pneus estourados, caminhões parados, falta de motorista, falta de equipe…”.

O parlamentar alertou para a proximidade do período das chuvas, destacando que várias solicitações de infraestrutura continuam sem retorno. Ele citou como exemplo a abertura de uma galeria no bairro Alameda, onde já ocorreram alagamentos no início do ano:

“Já solicitei também a abertura de uma galeria pluvial lá no bairro Alameda, que alagou no começo do ano, e até agora nem foram sequer olhar lá. Vai alagar novamente, pelo que tenho visto.”

Raul também chamou atenção para a situação dos córregos, que segundo ele estão sujos e sem limpeza adequada, especialmente nas regiões Bairro Alameda e Bairro da Manga, o que pode agravar alagamentos.

Além disso, criticou a demora na instalação de quebra-molas solicitados pelos vereadores, ressaltando que, mesmo quando placas são colocadas, as obras não são executadas.

“Eu não sei de quem que está fazendo não, pedido de qual vereador, porque eu sou o vereador que mais cobra ali na Secretaria de Obras e Serviços Públicos, e nada”, frisou.

Com a chegada do período chuvoso, Raul reforçou que é urgente que a Secretaria adote medidas efetivas para atender às demandas da população e evitar transtornos já conhecidos pelos moradores.

Assessoria de Comunicação – Câmara Municipal de Várzea Grande

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Comissão aprova protocolo nacional de atendimento a vítimas de crimes violentos

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5628/25, do deputado Zucco (PL-RS), que institui o Protocolo Nacional de Atendimento às Pessoas Vítimas de Crimes Violentos ou de Grave Ameaça.

O objetivo é garantir direitos fundamentais a quem sofreu danos físicos, emocionais ou patrimoniais em atos praticados com violência ou grave ameaça.

O texto define quatro categorias de vítimas protegidas pelo protocolo:

  • vítima direta, que sofreu lesão imediata do crime;
  • vítimas indiretas, ou seja, pessoas com vínculo afetivo ou familiares até o terceiro grau, nos casos de morte ou desaparecimento;
  • vítima de especial vulnerabilidade por idade, estado de saúde, deficiência ou pela da gravidade dos danos sofridos; e
  • familiares e dependentes econômicos da vítima.

Ministério Público
O projeto atribui ao Ministério Público a responsabilidade de organizar e executar o protocolo nos estados. A instituição deverá também, junto a órgãos de justiça e segurança pública, definir os fluxos de trabalho e de comunicação entre as instituições.

O texto estabelece a atuação conjunta entre o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil para esse tipo de ocorrência.

As vítimas deverão ser informadas sobre:

  • seus direitos;
  • a prisão ou soltura do acusado; e
  • o andamento do processo.

Também serão orientadas sobre medidas protetivas de urgência, encaminhamento a programas de proteção a vítimas e testemunhas, acesso a serviços de saúde, assistência social e jurídica e sobre como obter reparação de danos materiais e morais.

O acompanhamento continuará ao longo de todo o processo criminal, inclusive por aplicativos de mensagens.

Voto do relator
Os parlamentares acolheram o parecer do relator, deputado Sanderson (PL-RS), pela aprovação da proposta.

Segundo ele, o texto acerta ao estabelecer atendimento humanizado e intersetorial, envolvendo órgãos de segurança pública, Ministério Público, assistência social, saúde e serviços de apoio psicossocial.

“A integração institucional tende a conferir mais eficiência à proteção das vítimas, evitando a revitimização decorrente da fragmentação do atendimento estatal”, disse.

Direitos às vítimas
A proposta lista um conjunto amplo de direitos às vítimas desses tipos de crime. Entre eles estão:

  • atendimento médico, psicológico e social;
  • proteção de dados pessoais e sigilo de endereço; e
  • ausência do trabalho sem prejuízo do salário para comparecer a juízo.

As vítimas também têm direito a informações claras sobre onde registrar boletim de ocorrência ou queixa-crime, sobre os procedimentos subsequentes, como acessar orientação jurídica e os serviços de justiça restaurativa disponíveis.

“Tais medidas promovem não apenas acolhimento institucional, mas também a efetiva reconstrução da autonomia e segurança das vítimas”, acrescentou Sanderson.

Capacitação
O texto determina que profissionais de saúde, segurança pública e justiça designados para o atendimento às vítimas recebam capacitação geral e especializada.

As equipes de acolhimento deverão ainda fomentar uma rede pública e privada de apoio, podendo firmar convênios e acordos de cooperação com instituições de ensino.

“A qualificação técnica e humanizada dos agentes públicos constitui requisito indispensável para a implementação efetiva de políticas de proteção às vítimas”, apontou o relator.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcelo Oliveira

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