Política
Vereadora Gisa Barros critica fala do governador e cobra funcionamento 24h da Delegacia da Mulher em Várzea Grande
Política
A vereadora Gisa Barros utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Várzea Grande, durante a sessão ordinária desta terça-feira (30.09), para manifestar indignação diante da fala do governador de Mato Grosso, que declarou “não ser doloroso atravessar uma ponte” para que mulheres vítimas de violência possam ser atendidas na Delegacia da Mulher localizada em Cuiabá.
A parlamentar classificou a fala como “indignante” e ressaltou que a violência contra a mulher não é uma simples travessia, mas um abismo que o Estado precisa enfrentar com seriedade e investimento.
“Governador, violência contra a mulher não é uma ponte para atravessar. É um abismo que este Estado tem que fechar. A Delegacia 24 horas é uma exigência de lei federal. Estive no prédio no último sábado, e encontrei o local fechado. Uma moradora me relatou que, de madrugada, são frequentes os gritos na frente da delegacia, justamente no horário em que as mulheres mais precisam de proteção”, destacou Gisa.
Gisa Barros lembrou que cobra há anos, de forma contínua, a instalação e o pleno funcionamento de uma Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande, reforçando que essa demanda não é recente. Ela questionou a ausência de estrutura adequada para atender vítimas de violência, apontando falhas na rede de proteção.
“Nem a Patrulha Maria da Penha funciona após as 18 horas. É vergonhoso para uma mulher espancada, com o olho roxo, muitas vezes com o dente quebrado, chegar a uma delegacia e não ter uma psicóloga, uma assistente social ou qualquer estrutura mínima para acolhimento. Isso não é gasto, governador, é investimento”, afirmou.
Durante o pronunciamento, a vereadora apresentou números que reforçam a gravidade da situação: 39 mulheres foram assassinadas no estado até o momento, e Mato Grosso ocupa, pelo segundo ano consecutivo, o 1º lugar em violência contra a mulher no país, apesar de ser o estado mais rico da federação.
Gisa ainda lembrou que as mulheres representam 52% do eleitorado de Várzea Grande e pediu que a população feminina não esqueça declarações que minimizam a dor das vítimas.
“É muito fácil falar da dor que não se sente. É fácil dizer a uma mãe agredida, violentada ou estuprada para pegar um ônibus e atravessar a ponte, quando muitas vezes ela não tem nem dinheiro no bolso. Essa fala foi dolorosa para todas nós mulheres”, concluiu.
Assessoria de Comunicação – Câmara Municipal de Várzea Grande
Cuiabá
Ilde Taques intensifica articulação para disputar presidência da Câmara de Cuiabá
O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou nesta quinta-feira (16) que continua em articulação para viabilizar sua candidatura à Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Segundo ele, o momento é de intensificar o diálogo com os demais vereadores, independentemente de posicionamento político, com o objetivo de consolidar apoios até a votação.
Taques ressaltou que o processo depende de construção coletiva e que a definição passa, necessariamente, pela capacidade de articulação dentro da Casa.
“É um processo eleitoral, como todos os outros. Até o dia da eleição, a gente tem que trabalhar o voto. São 27 vereadores; independentemente de base ou posição independente, todos votam. E a gente, até o dia 25, vai continuar trabalhando esse voto dos pares”, afirmou.
Ilde também detalhou a composição da chapa que vem sendo construída, reunindo parlamentares de diferentes partidos. A vereadora Paula Calil (PL) foi convidada para assumir a primeira secretaria, enquanto Eduardo Magalhães (Republicanos) deve ficar com a vice-presidência e Michelly Alencar (União) com a segunda vice-presidência.
“Nós estamos definindo apenas uma vaga de segundo secretário. Hoje nós temos a cabeça de chapa com Ilde, presidente. A vereadora Paula foi convidada para ser primeira secretária. O vereador Eduardo Magalhães, como vice-presidente. E a vereadora Michelly como segunda vice-presidente”, explicou
Ao comentar a possibilidade de mudança no regimento interno que permitiria reeleições consecutivas, o vereador demonstrou preocupação com os impactos para a democracia.
“Isso seria um retrocesso para a Câmara Municipal de Cuiabá. Se isso acontecer, o presidente pode ficar seis anos no poder, se perpetuando. Isso é muito ruim para a democracia e para o cidadão cuiabano. Imaginem só seis anos com o mesmo presidente. Eu não acredito que isso vá acontecer”, concluiu.
-
Entretenimento5 dias atrásEXPONÁPOLIS 2026 é lançada com grande programação, entrada gratuita e etapa do campeonato de rodeio da Arena Dreams
-
Mato Grosso2 dias atrásDr. João dá início a capacitação inédita sobre hanseníase para agentes de saúde na ALMT
-
Cuiabá6 dias atrásIlde convida Dilemário para chapa e diz que falta apenas um nome para fechar disputa
-
Cuiabá2 dias atrásAbilio propõe empréstimo de R$ 111,6 milhões por 10 anos
-
Polícia6 dias atrásAssassino confesso nega intenção de matar jovem asfixiada: “estava virado dois dias”
-
Mato Grosso5 dias atrásCidinho Santos anuncia vinda de Flávio Bolsonaro à Norte Show no dia 22
-
Mato Grosso5 dias atrásAMM lança podcast sobre gestão municipal e políticas públicas
-
Coluna VIP MT1 dia atrásAniversario de Cuiabá 307 anos





