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CAPS promove caminhada em conscientização ao Setembro Amarelo

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Em meio ao ambiente arborizado e ao contato com os animais e com a natureza, os pacientes puderam vivenciar momentos de convivência, lazer e acolhimento

Uma tarde diferente, marcada pelo cuidado, pela esperança e pela valorização da vida. Assim foi o passeio realizado no último sábado (13), quando os pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS I, CAPS III e CAPS AD – participaram de uma caminhada especial na Área de Proteção Ambiental Bernardo Berneck, em Várzea Grande, em alusão ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio e à conscientização sobre a importância da saúde mental.

Em meio ao ambiente arborizado e ao contato com os animais e a natureza, os pacientes puderam vivenciar momentos de convivência, lazer e acolhimento. O encontro foi embalado até mesmo por música: em um dos momentos mais emocionantes: uma servidora do CAPS cantou uma canção de incentivo, com mensagens de encorajamento para os dias difíceis, lembrando a todos sobre a importância de cultivar o sorriso e afastar a tristeza.

Para o coordenador da Saúde Mental do Município, Amil Siqueira, a caminhada simboliza muito mais do que um simples passeio. “Esse foi o primeiro de muitos encontros que queremos realizar. São pessoas que passam por situações de vulnerabilidade, enfrentam depressão e outras dificuldades. Trabalhar com o CAPS é, antes de tudo, trabalhar com amor. E eu agradeço a Deus por estar justamente no lugar que amo atuar”, destacou.

Amil também ressaltou o apoio da Secretaria Municipal de Saúde durante o evento, auxiliando com o transporte e água. “Foi uma tarde agradabilíssima. Os pacientes se sentiram valorizados e pediram que essa ação seja repetida outras vezes”, comemorou.

Mais do que uma atividade ao ar livre, o passeio representou um gesto de cuidado, integração e esperança: lembrando que cada vida tem valor e merece ser celebrada.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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