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Morre no Rio de Janeiro a atriz e comediante Berta Loran

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Morreu na noite deste domingo (28) a atriz Berta Loran, aos 99 anos. Ela estava internada em um hospital particular em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi divulgada.

De origem judaica, Berta chegou ao Brasil nos anos 30, junto com os pais e mais cinco irmãos, para fugir do nazismo.

Nascida em Varsóvia, na Polônia, seu nome de registro era Basza Ajs. A mudança do nome para Berta foi sugestão de um oficial de cartório quando o pai, José Ajs, foi inscrevê-la na escola, por ser de mais fácil compreensão. Já o Loran foi escolhido por ela.

Virou atriz aos 14 anos por influência do pai, que se tornou diretor teatral no Brasil. Berta Loran ganhou destaque, principalmente, em programas de humor. Seu personagem mais marcante foi a portuguesa Manuela D’Além Mar, que interpretou na Escolinha do Professor Raimundo. Além disso, fez novelas, filmes, minisséries e peças de teatro. Ela se casou duas vezes e não teve filhos.

Ainda não há detalhes sobre velório e sepultamento.


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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