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Polícia Civil prende 2 homens envolvidos no golpe do falso intermediário em Cuiabá

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Dois homens envolvidos no golpe do falso intermediário na venda de veículo pela internet, foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (24.3), em Cuiabá.

As prisões foram realizadas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, durante diligências para apurar o caso de um casal que havia acabado de cair no golpe da falsa venda de carro anunciado em rede social.

O crime

As vítimas relataram que, a família encontrou, no dia 23, um anúncio na rede social oferecendo um veículo VW/Parati, cor preta, pelo valor de R$ 6,5 mil. Interessados na compra, iniciaram contato com a suposta anunciante, identificada como “Ana”.

Durante a negociação, a mulher informou que o veículo pertencia ao seu pai e que ele entraria em contato. Pouco depois, um indivíduo fez contado se identificando como “sargento Souza” e passou a conduzir as tratativas, confirmando a venda pelo valor anunciado.

No dia seguinte (24), o casal se encontrou com um homem no bairro Pedra 90, que apresentou o veículo. Na ocasião ele disse ser sobrinho do suposto vendedor e estava apenas responsável por mostrar o automóvel.

O carro chegou a ser levado a uma oficina, onde foi verificado que estava em boas condições, então o casal efetuou a compra. A pessoa chamada de “sargento Souza” orientou que o pagamento não fosse feito em dinheiro, mas por meio de boletos bancários, sob a justificativa de que não estava na cidade.

Ele também informou que os boletos estariam em nome do filho, cuja conta estaria sendo utilizada para movimentação financeira. Em seguida as vítimas foram até uma casa lotérica e realizaram o pagamento de três boletos em favor da empresa MercadoPago.com Representações Ltda, no valor total de R$ 5 mil.

Conforme o delegado da Delegacia de Estelionato de Cuiabá, Marlon Nogueira, após o pagamento, o suspeito informou que o valor seria compensado em até 40 minutos e que, em seguida, o veículo seria entregue com a documentação.

Descoberta

Contudo, ao retornarem ao local, o homem que apresentou o carro ao casal demonstrou surpresa ao saber do pagamento e afirmou que possivelmente todos haviam sido vítimas de um golpe.

Segundo ele, o suposto “sargento Souza” havia pedido que não fossem discutidos valores durante a visita, alegando que conduziria a negociação diretamente com os compradores. Posteriormente, ficou evidente que o veículo estava sendo vendido pelo valor real de R$ 15 mil, sem qualquer relação com os valores pagos pelo casal.

Ainda conforme as vítimas, após a concretização do golpe, o suspeito apagou as mensagens trocadas via WhatsApp, dificultando a rastreabilidade das comunicações.

Prisões

Diante dos fatos os policiais civis imediatamente identificaram os dois suspeitos envolvidos na fraude, os quais foram presos em flagrante delito. Ambos foram conduzidos para delegacia, onde foram interrogados e autuados pelo crime de estelionato.

“O casal não recebeu o veículo nem teve o valor restituído, configurando prejuízo financeiro imediato. O caso apresenta características típicas do chamado golpe do intermediário, em que o estelionatário se passa por vendedor, intermedeia a negociação entre vítima e proprietário real e direciona o pagamento para contas de terceiros”, disse o delegado Marlon Nogueira.

A Polícia Civil alerta a população para redobrar a atenção em negociações realizadas por meio de redes sociais, especialmente quando houver intermediação de terceiros e exigência de pagamentos por boletos ou transferências para contas de desconhecidos. A orientação é sempre confirmar a titularidade do bem e garantir que o pagamento seja realizado diretamente ao verdadeiro proprietário, preferencialmente com documentação formal.

As investigações seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos e rastrear o destino dos valores pagos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Vereador é alvo de busca da Polícia Civil em investigação de assassinato de jovem em boate

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Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (2), um mandado de busca e apreensão contra o vereador de Poxoréu Tulio César (Republicanos) no âmbito das investigações sobre o assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, morta a tiros dentro de uma casa noturna da cidade em maio deste ano.

Tulio César assumiu uma cadeira na Câmara Municipal nesta semana, após o afastamento por licença de 60 dias do vereador Leônidas Barcelos (Republicanos). Em nota, ele negou qualquer envolvimento no crime investigado pela Polícia Civil.

Lavignia foi assassinada na madrugada de 10 de maio. De acordo com as investigações, ela havia acabado de chegar à casa noturna quando foi surpreendida por um homem que se aproximou por trás e efetuou disparos contra sua cabeça.

Mesmo após a vítima cair no chão, o criminoso teria feito um novo disparo e fugido logo em seguida. O autor dos tiros ainda não foi oficialmente identificado pela polícia.

No dia seguinte ao homicídio, um homem conhecido pelo apelido de “Bin Laden” foi preso em Rondonópolis, suspeito de participação no crime.

Ele foi localizado em uma residência no bairro Parque São Jorge após denúncias. Aos policiais, afirmou que deixou Poxoréu depois de tomar conhecimento do assassinato por meio de familiares, mas negou qualquer envolvimento no caso.

A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o conteúdo apreendido durante a operação nem sobre o possível vínculo do vereador com a investigação. Segundo a corporação, as informações estão sob sigilo para não comprometer o andamento das diligências.

Leia a nota na íntegra:

Diante das notícias veiculadas recentemente envolvendo meu nome, realizadas de forma irresponsável por veículo de mídia, venho a público esclarecer que recebi com surpresa as informações divulgadas e afirmo que não tenho qualquer participação no fato investigado pelas autoridades.

Respeito integralmente o trabalho da Polícia Civil e coloco-me à disposição para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, confiando que a verdade será devidamente apurada no decorrer das investigações.

Reitero meu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício responsável da função pública que me foi confiada e que exerço há mais de 8 anos.
Neste momento, peço respeito ao devido processo legal e ao princípio da presunção de inocência, princípios fundamentais garantidos pela Constituição Federal. Tenho plena confiança de que os fatos serão esclarecidos. Ainda informo que todas as medidas judiciais estão sendo tomadas pelos meus advogados para os esclarecimentos dos fatos o mais breve possível.

Túlio César

Poxoréu, 03 de junho de 2026.

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