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Jogos Estudantis de Sinop reúnem mais de 2,5 mil atletas e consolidam maior competição esportiva estudantil do estado
Sinop
A Prefeitura de Sinop abriu oficialmente, na noite desta quinta-feira (16), a edição 2026 dos Jogos Estudantis, consolidando o evento como a maior competição esportiva estudantil do estado em número de participantes. A cerimônia de abertura foi realizada no Ginásio Olímpico José Carlos Pasa, o “Pasinha”, que ficou repleto por atletas, familiares, professores e comunidade.
Promovido pela gestão municipal, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, o evento reúne mais de 150 equipes, envolvendo cerca de 2.500 atletas e mais de 300 profissionais, entre técnicos, dirigentes e professores. Ao todo, 49 escolas — entre municipais, estaduais, particulares e instituições federais — participam da competição, que se estende pelas próximas três semanas.
Mais do que números expressivos, os Jogos Estudantis se consolidam como um dos principais instrumentos de formação cidadã, integração social e incentivo ao esporte no município. Durante a cerimônia de abertura, o público acompanhou apresentações culturais e esportivas, como ginástica rítmica, banda rudimentar e street dance, evidenciando a união entre esporte e cultura e valorizando talentos locais.
O prefeito Roberto Dorner destacou a importância do evento como espaço de integração e desenvolvimento social. “O esporte é saúde, é alegria e é integração. Hoje reunimos milhares de pessoas entre atletas, professores e famílias. É um momento em que todos se encontram, se respeitam e convivem. Isso é fundamental para a nossa cidade”, afirmou.
Segundo o gestor, a Prefeitura segue investindo dentro das possibilidades para ampliar o acesso ao esporte. “A gente gostaria de fazer ainda mais, mas seguimos trabalhando para oferecer oportunidades e fortalecer a prática esportiva, que sempre foi uma das grandes demandas da nossa cidade”, completou.
O secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Gabriel Vasconcelos, ressaltou o crescimento da competição e o recorde de participação nesta edição. “Estamos diante de um evento gigantesco, com estrutura preparada para receber o maior evento estudantil do Mato Grosso. São quase 50 escolas, mais de 2.300 atletas e centenas de profissionais envolvidos. Isso mostra que o esporte está cada vez mais forte em Sinop”, destacou.
As disputas ocorrem em diversos espaços esportivos da cidade, incluindo ginásios e centros esportivos, contemplando modalidades coletivas como futsal, vôlei, handebol e basquete, além de modalidades individuais como xadrez, tênis de mesa e natação. Um dos diferenciais da competição é a possibilidade de os atletas participarem de mais de uma modalidade, ampliando o envolvimento esportivo.
Outro ponto de destaque é o apoio logístico oferecido pela Prefeitura, que garante transporte para os estudantes, assegurando a participação de atletas de todas as redes de ensino. Para o diretor de Esportes, Rudy Roger Vaz, o evento ultrapassa a dimensão competitiva. “Antes de formar atletas, os Jogos Estudantis formam cidadãos. Aqui os jovens aprendem disciplina, respeito e convivência. É um evento que cresce a cada ano e já se tornou a ‘menina dos olhos’ do esporte em Sinop”, pontuou.
Representando as instituições de ensino, o tenente-coronel Joubert Sacramento -diretor da Escola Militar de Sinop -, destacou o papel do esporte na formação educacional. “O esporte transforma e complementa a formação do aluno. Ele contribui para a construção de cidadãos mais disciplinados e preparados para a vida”, afirmou.
A secretária de Finanças e Orçamento, Ivete Mallmann, também acompanhou a abertura oficial e reforçou o impacto social da iniciativa. “É uma alegria ver o entusiasmo das crianças e das famílias. O esporte contribui diretamente para o desenvolvimento e proporciona momentos especiais de convivência para toda a comunidade”, disse.
Com programação diária, os Jogos Estudantis de Sinop seguem até o início de maio, movimentando diferentes regiões da cidade e envolvendo toda a comunidade escolar. Os jogos poderão ser acompanhados por familiares e comunidade em geral, de forma gratuita.
Veja cobertura fotográfica: Abertura dos Jogos Estudantis 2026 | Flickr
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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