Política

Girão critica uso do termo ‘pauta-bomba’ pelo governo

Publicado em

Política

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (16), questionou as críticas do governo federal a propostas em análise no Congresso, classificadas pelo Executivo como “pautas-bomba” por aumentarem despesas.

Na avaliação do parlamentar, o governo não tem legitimidade para criticar o Congresso em relação à responsabilidade fiscal.

—  Pauta-bomba, Lula? O senhor tem moral para falar de pauta-bomba? Por favor, ninguém é trouxa aqui. Primeiramente, é bom que saibamos o teor dessas matérias. A primeira delas é o PLP 108/2021, que eleva de R$ 81 mil para R$ 130 mil o teto da receita bruta anual para microempreendedores individuais [MEI], matéria já aprovada pelo Senado que se encontra em análise na comissão especial da Câmara — afirmou. 

Girão apresentou uma lista de propostas em tramitação na Câmara e no Senado que seriam consideradas — sem razão, segundo o senador — como pautas-bomba pelo governo. Entre elas, o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para renegociação de dívidas de produtores rurais (PL 5.122/2023); mudanças em programas de regularização tributária (PL 4.728/2020); reajuste de piso salarial de médicos e dentistas (PL 1.365/2022); e alterações no Fundo de Participação dos Municípios (PEC 231/2019) e na imunidade tributária de templos e organizações religiosas (PEC 5/2023).

Ele citou ainda a PEC 383/2017, que destina 1% da receita líquida da União ao Sistema Único de Assistência Social; a PEC 14/2021, que trata de aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde; e o PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos. 

O senador fez críticas à política fiscal do governo federal, ao aumento de ministérios e a gastos públicos. Ele condenou juros da dívida pública, a atuação do Banco Central e gastos com viagens oficiais. Também criticou a regulamentação de apostas esportivas. Para Girão, o governo deveria enviar proposta ao Congresso sobre a proibição de apostas.

Os gastos excessivos de um governo perdulário levaram o país a pagar R$ 1 trilhão só de juros da dívida. Quem ganha com esse governo, sabe quem é? É banco. Eu achava que nunca ia ver isso, o PT defendendo banqueiro, protegendo. Foi o que o PT fez, a tropa de choque do PT lá na CPMI do INSS que investigou, apurou sobre ladrões do dinheiro de aposentados. O governo Lula blindou que a gente investigasse os [empréstimos] consignados dos banqueiros.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Mauro vê sinal de Janaina, mas nega tratativas com o MDB

Publicados

em

Apesar de reconhecer que a deputada Janaína Riva (MDB) tem revisto sua postura de oposição ao Governo Estadual, o ex-governador Mauro Mendes (União) negou que existam conversas em andamento sobre uma possível aliança para as eleições de 2026. Mauro e Janaína são pré-candidatos ao Senado e a deputada também tem seu nome cotado para vice do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A primeira candidatura ao Senado já está reservada para o próprio Mauro Mendes, enquanto a definição da segunda vaga segue em aberto.

Em entrevista na última sexta-feira (12), Mauro destacou que a formação de alianças ocorre a partir da convergência de ideias e projetos políticos, ressaltando que Janaína tem dado sinais de reaproximação com o grupo governista.

“As conversas políticas, elas sempre podem existir, eu já falei muitas vezes sobre isso, eu tenho uma posição bastante razoável, bastante estável entre aquilo que eu falo. Dificilmente, eu faço mudança 360 graus. A construção das alianças políticas, elas se dão em um campo de proximidade, de pensamentos, de atitudes”, afirmou.

 

“A Janaína, ela se afastou do grupo, há um tempo atrás, tomou o caminho da oposição e eu vejo que nos últimos tempos ela tem mudado com isso”, observou.

Apesar da avaliação, Mauro deixou claro que não há qualquer definição sobre uma eventual composição eleitoral com a parlamentar e ressaltou que as discussões sobre a formação da chapa majoritária serão conduzidas pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à reeleição.

“Essa decisão, ela não é do Mauro Mendes, ela é do grupo político, é principalmente do governador Otaviano Pivetta, a quem cabe e está liderando esse processo de formação de chapa, de definições da majoritária e ajudando, inclusive, nas definições das proporcionais”, disse.

Sobre a possibilidade de Janaína disputar o Senado pelo grupo, Mauro afirmou que o assunto sequer começou a ser discutido. “Isso é uma decisão que vai ser tomada ainda mais à frente com o conjunto do grupo. Por enquanto, que eu saiba que não existe nenhuma decisão e, aliás, que eu tenha participado nenhuma com ela. Não começou as conversas, então não existe nada definido”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA