Sinop
UCT Sinop abre neste sábado (27) para coleta de sangue em atendimento especial
Sinop
A Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue de Sinop (UCT Sinop) abrirá neste sábado (27), das 7h às 12h, para atendimento especial de coleta. A iniciativa faz parte de uma estratégia da Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, para facilitar e aumentar os índices de doações no município. A medida passou a ser adotada em junho deste ano e ocorre em todo último sábado de cada mês.
A decisão foi tomada após a Secretaria de Saúde identificar que muitos trabalhadores enfrentavam dificuldades em comparecer nos dias úteis devido a compromissos profissionais e pessoais. Com a abertura estendida, o objetivo da pasta é aumentar o número de doadores e reforçar o estoque do banco de sangue.
Atualmente, o estoque da UCT Sinop encontra-se em nível crítico e todas as tipagens sanguíneas estão com estoque baixo. Localizada na Rua das Amendoeiras, no Setor Comercial, anexa ao Hospital Regional, a UCT coleta sangue que abastece unidades de saúde de Sinop, de municípios vizinhos da região norte de Mato Grosso e até unidades da capital Cuiabá.
O secretário de Saúde, Érico Stevan, reforçou a importância da iniciativa e destacou que ela surgiu de uma demanda popular. “Foi um pedido feito pela população ao nosso prefeito Roberto Dorner e ao vice Paulinho e adotamos esse atendimento estendido aos sábados para doação de sangue. É uma ação que possibilita a quem trabalha de segunda a sexta-feira, que possa fazer sua boa ação no sábado. Estamos com um baixo estoque e contamos com a população para fazer essa boa ação e salvar vidas”, afirmou.
Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto e o CEP do endereço. Os requisitos incluem ter entre 16 e 69 anos, pesar acima de 51 kg, estar em boas condições de saúde e ter dormido ao menos seis horas na noite anterior. A ingestão de bebidas alcoólicas ou consumo de drogas ilícitas não são permitidos nas 24 horas que antecedem a doação. Jovens de 16 e 17 anos podem doar com autorização assinada pelos responsáveis legais, que precisam acompanhar o processo. Pessoas acima de 60 anos só podem doar caso já tenham realizado a primeira doação antes dessa idade.
A UCT também alerta que quem passou por cirurgia de grande porte nos últimos seis meses, ou de pequeno porte nos últimos três meses, não pode doar. Pessoas que fizeram tratamento odontológico recentemente, são gestantes ou mães em fase de amamentação também não podem doar sangue. Após parto normal, é necessário aguardar três meses para a doação. Já após cesariana, o período é de seis meses. Também é proibido doar se estiver com gripe ou febre nos últimos sete dias.
Quem tomou a vacina contra a gripe deve aguardar 48 horas para realizar a doação de sangue. Já quando se trata de imunizantes de vírus ou bactérias vivos, como sarampo ou febre amarela, a pessoa deve aguardar quatro semanas. O uso de medicamentos também deve ser informado ao profissional da triagem, para avaliação de cada caso.
As coletas na UCT Sinop são feitas por ordem de chegada, sem necessidade de agendamento prévio. Para mais informações sobre as doações, os interessados podem entrar em contato pelo whatsApp (66) 99292-2634.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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