Mato Grosso

Família Lemes transforma tradição e inovação em força no campo

Publicado em

Mato Grosso

Há 30 anos, o Sítio São José, localizado a 30 quilômetros de Diamantino, no assentamento Caité, mantém viva a tradição da agricultura familiar com a força do trabalho e da união. Em uma área de 33 hectares, nove destinados à produção, o agricultor José Lemes, quase aos 70 anos, segue cultivando hortaliças, frutíferas, mel e piscicultura ao lado da esposa, dona Creuza da Silva, do filho caçula, José Lemos da Silva Filho, e da nora, Francielly Rodrigues. A família, que construiu sua história na terra, hoje vibra com as conquistas alcançadas graças à dedicação e ao apoio das políticas públicas voltadas ao pequeno produtor, e juntos fazem o dever de casa com a produção aliada as práticas sustentáveis.

Seo José e a esposa, dona Creuza.

Seo José recorda que até pouco tempo atrás comercializava seus produtos em dois mercados da cidade, mas decidiu deixar as vendas tradicionais para atender ao projeto de fornecimento de alimentos às escolas. Segundo ele, a decisão trouxe mais renda e qualidade de vida. “Parei com os mercados para cumprir o projeto. Para nós, essa parceria é 100% renda e qualidade de vida. Estou satisfeito, isso alavanca a agricultura familiar e mostra quem é do campo de verdade. A gente trabalha com amor”, disse o produtor.


Ele, que começou a trabalhar na roça aos sete anos, ensinamento passado de pai para filho, afirma que está se preparando para passar o bastão ao caçula, que trouxe novas ideias e mais inovação à propriedade, especialmente com a produção de mel e a piscicultura. O agricultor também elogia o apoio do Governo do Estado e destaca que, anos atrás, não existia o reconhecimento atual. “Eu acho o máximo esse apoio. Dá orgulho ver o Estado enxergando o homem do campo. Quando o Governo olha para a gente, trabalhamos com mais ânimo. Os projetos de comprar o nosso alimento e fornecer para as escolas e pessoas em situação vulnerável são um feito muito grande”, destacou.


O filho, José Lemos da Silva Filho, vê como um privilégio trabalhar ao lado do pai e contribuir para o crescimento da propriedade. Ele conta que passou por outras fazendas, mas foi no Sítio São José que encontrou direção e espaço para implementar ideias. “Estamos fortalecendo a piscicultura, a policultura, a fruticultura e queremos investir no turismo rural. Queremos trazer as pessoas para conhecer nosso consórcio de produção e ver como trabalhamos em harmonia com a natureza”, afirmou.

Já Francielly Rodrigues, de 24 anos, além de atuar na produção, é presidente da Associação de Agricultura Familiar Sustentável de Policultura Ceiba, que reúne 32 famílias. Ela entrou na associação no primeiro ano em que chegou ao assentamento e, ao se familiarizar com a comunidade, foi convidada a assumir a diretoria. “É um cargo de muita responsabilidade. Encaro como um desafio que estou conseguindo cumprir. Espero aprender ainda mais e agregar ao trabalho da associação”, salientou.


Como mulher jovem no campo, ela reconhece os desafios, mas reforça o protagonismo feminino. “Os desafios existem para todos, mas para a mulher às vezes é mais complicado. Mesmo assim, conseguimos fazer tanto quanto os homens. Podemos fazer tudo, porque a gente consegue”, ratificou.

Francielly destaca ainda a atuação da Seaf em Diamantino, que contribuiu para fortalecer a agricultura familiar no município e em todo o estado. Segundo ela, os investimentos ampliam oportunidades e impulsionam indígenas, quilombolas e produtores tradicionais. “Não é somente aqui que as coisas estão acontecendo, nós estamos vendo produtores em todo o estado tendo apoio a Seaf e a parceria da Empaer por meio do Governo”, completou.

No Sítio São José, tradição e inovação caminham lado a lado. A experiência de seo José se une ao entusiasmo do filho e à liderança da nora, formando um ciclo de produção sustentável que reforça a identidade do assentamento Caité e mostra que, quando a família trabalha com amor e propósito, o campo produz mais e melhor.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

Publicados

em

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA