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O silêncio do farmacêutico também é um posicionamento — e pode custar caro!

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Por Luís Köhler

A participação política dos profissionais da saúde, especialmente dos farmacêuticos, ainda se restringe, em muitos casos, à formalidade do voto. No entanto, as decisões que impactam profundamente a profissão — desde o reconhecimento técnico até as condições de trabalho — são tomadas todos os dias, nos bastidores, com ou sem a presença da categoria. E a ausência, nesse contexto, não é neutra.

Ficar em silêncio também é uma escolha — e talvez a mais arriscada.

Vivemos uma era em que a manifestação digital pode iludir, oferecendo a falsa sensação de engajamento. Curtir, compartilhar, comentar… tudo isso parece participação. Mas, enquanto nos perdemos no barulho das redes sociais, os rumos da profissão continuam sendo definidos por poucos — e nem sempre por quem representa, de fato, os interesses dos farmacêuticos.

E é aí que mora o verdadeiro perigo.

A atuação política da categoria não pode se resumir a um gesto simbólico de dois em dois anos. As escolhas que moldam o futuro da profissão — o reconhecimento técnico, o acesso da população a medicamentos, a presença do farmacêutico na atenção básica, o piso salarial — são construídas no dia a dia, por meio de articulação, mobilização e presença.

Quando optamos pelo silêncio diante de retrocessos, ataques à ciência ou decisões que excluem os farmacêuticos das políticas públicas, estamos, ainda que involuntariamente, tomando um lado. A omissão não é imparcial. Ela entrega o poder de decisão a outros — muitas vezes, a quem não conhece a realidade da farmácia, do hospital, do laboratório ou da vigilância sanitária.

Ser farmacêutico é, por essência, um ato político. Defender condições dignas de trabalho, reconhecimento técnico e uma saúde pública de qualidade é, sim, fazer política. E isso exige mais do que indignação: exige presença ativa.

Presença para escutar, refletir, dialogar com respeito, identificar manipulações, agir com ética — e, principalmente, para se posicionar. Cada vez que nos calamos diante de algo que nos impacta diretamente, abrimos espaço para que o retrocesso avance.

A história já nos ensinou: muitos dos piores ciclos foram antecedidos por silêncios coniventes.

Por isso, mais do que nunca, é preciso lembrar:
Ficar em silêncio também é uma escolha.
Mas nem sempre é a escolha certa.

*Luís Köhler é farmacêutico, Especialista em Farmacologia e Farmácia Clínica, possui MBAs em Inovação e Empreendedorismo e Liderança e Coach na Gestão de Pessoas. É especialista em Gestão Regulatória de Farmácias e Drogarias e Presidente da Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Farmácias Comunitárias (SBFFC-MT).

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OAB-MT, presente onde a advocacia acontece

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Gisela Cardoso*

A advocacia mato-grossense acontece onde há um cidadão que precisa de orientação, onde há um direito que precisa ser defendido e onde um advogado ou uma advogada assume a missão constitucional de garantir o acesso à Justiça. É por isso que o mote do Mês da Advocacia de 2026 destaca a atuação da OAB-MT “presente onde a advocacia acontece”, traduzindo a essência da atuação da Seccional nesta gestão.

Estar presente significa defender prerrogativas, ouvir a advocacia e transformar diálogo em resultados. Tudo isso tem sido realizado com o compromisso permanente de garantir a cada profissional condições que assegurem sua atuação de forma valorizada e fortalecida, fazendo jus à indispensabilidade da advocacia para a administração da Justiça, nos termos do art. 133 da Constituição Federal.

Hoje, Mato Grosso conta com mais de 37 mil inscritos na Ordem, dos quais 29.334 estão em atividade. Para atender à advocacia mato-grossense, a OAB-MT tem atuado para oferecer uma estrutura institucional cada vez mais moderna, eficiente e preparada para responder às demandas da classe.

É nesse contexto que, neste mês de agosto, iniciaremos a reforma da sede da OAB-MT, em Cuiabá. Trata-se de um investimento que garantirá a modernização da nossa casa, com melhores condições de atendimento, acessibilidade, inovação e acolhimento para todos que fazem da Ordem um espaço de defesa da profissão e da cidadania.

Ao longo deste mês, a advocacia será celebrada em todas as regiões de Mato Grosso. São dezenas de eventos promovidos pelas Subseções, reunindo confraternizações, solenidades, cursos, simpósios, ações esportivas, palestras, atividades voltadas à qualificação profissional e lançamento de livros, reafirmando que a valorização da classe é realizada de forma descentralizada e próxima da realidade de cada região.

Celebrar a advocacia também é renovar o compromisso de fortalecer as prerrogativas, investir na qualificação permanente, preparar a profissão para as transformações tecnológicas e garantir que a Ordem permaneça ao lado da advocacia em todos os momentos.

Queremos reforçar o papel central da OAB-MT na busca por avanços concretos e benefícios que contemplem a advocacia, com a convicção de que a defesa intransigente das prerrogativas e a atenção aos anseios dos profissionais são a força motriz que impulsiona uma Ordem cada vez mais moderna, atuante e presente onde a advocacia acontece.

*Gisela Cardoso é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

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