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Rede de Apoio: Essencial para romper o ciclo da violência!

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Por Jacqueline Cândido

Hoje, quero conversar sobre um tema que nos toca profundamente e que, infelizmente, ainda é uma realidade dolorosa para muitas: a violência que silencia, magoa e aprisiona. Mais do que falar da dor, quero focar na força vital que reside em um conceito simples, mas essencial: a nossa rede de apoio.

Quantas vezes ouvimos histórias ou presenciamos situações em que uma mulher se encontra enredada em um ciclo de violência? Seja ela física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual, a verdade é que o medo, a culpa, a manipulação e, sobretudo, uma avassaladora solidão criam um emaranhado quase impossível de romper. E, acreditem, por experiência e observação, digo que é quase impossível sair desse ciclo sem um bom suporte, sem o abraço de quem entende e ampara.

A gente, muitas vezes, vê de fora e pensa: “Mas por que ela não sai?”, “Como ela se sujeita a isso?”. Mas é preciso entender que o processo de libertação de uma relação abusiva é complexo e profundamente doloroso. Não se trata apenas de “ir embora”. É uma luta interna e externa contra o medo paralisante — do que pode acontecer, de não ter para onde ir, de não conseguir se reerguer financeiramente. É o desafio de reconstruir uma autoestima que foi metodicamente destruída pela manipulação, fazendo a mulher duvidar de sua própria capacidade e merecimento. E ainda existe o julgamento social, o peso da vergonha, o receio de desapontar, e até mesmo a persistência de um resquício de afeto ou a esperança ilusória de que “ele vai mudar”.

Nesse turbilhão de emoções e inseguranças, a mulher se sente completamente isolada. É aí que a rede de apoio surge como um verdadeiro farol na escuridão. Essa rede não se limita apenas aos laços sanguíneos. Ela é um conjunto de mãos estendidas, de ombros amigos, de mentes que orientam: são amigas que ouvem sem julgar, familiares que oferecem um teto ou um respiro financeiro. São profissionais como psicólogos, que ajudam a reconstruir a saúde mental; advogados, que guiam os caminhos da proteção legal; e assistentes sociais, que indicam abrigos e programas de amparo. São também as instituições – ONGs, centros de referência da mulher, delegacias especializadas – que oferecem acolhimento, proteção e direcionamento vital. É a própria comunidade atenta, o vizinho solidário que observa e oferece um porto seguro.

Para a mulher que está presa, essa rede é o oxigênio. É a certeza de que ela não está sozinha. É o alicerce sólido que permite que ela dê o primeiro, o segundo e todos os passos necessários para se libertar, um de cada vez. É a mão estendida que valida sua dor e diz: “Eu acredito em você. Você é capaz. Eu estou aqui, com você.”

Se você conhece alguém nessa situação, seja essa rede. Ouça sem julgar, acredite na palavra dela, ofereça ajuda concreta (mesmo que seja apenas sua companhia). Incentive-a a buscar ajuda profissional e, acima de tudo, tenha paciência. O processo de saída é lento, cheio de idas e vindas. Mas sua presença constante pode ser a chave.

Se você está passando por isso ou conhece alguém que precisa de ajuda, não hesite em procurar os canais corretos. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – é um serviço gratuito, confidencial e funciona 24 horas por dia em todo o Brasil. Além disso, procure o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) ou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) da sua cidade. Você não está sozinha.

Minha trajetória como advogada me mostra, diariamente, o poder transformador da união e da ação. E, como mulher, sei da necessidade profunda que temos de nos cuidar e nos proteger, umas às outras. Construir e fortalecer essa rede não é apenas ajudar “o outro”; é edificar a nós mesmas como comunidade, como mulheres. É provar que a sororidade não é só uma palavra bonita, mas uma prática que salva vidas e reescreve histórias.

Vamos juntas construir um mundo onde nenhuma mulher se sinta sozinha em sua dor. Seja você também uma parte essencial dessa rede. O abraço que transforma e liberta começa em cada uma de nós.

*Jacqueline Cândido de Souza é advogada e servidora pública dedicada, engajada na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da igualdade de gênero.



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O Brasil é do Povo Trabalhador, do Negro, do Índio, mas jamais vai ser dos “Capitalistas ou Imperialistas”

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O Brasil nasceu da suor que escorreu de rostos que a história quase apagou: das mãos negras que construíram cidades, das raízes indígenas que sempre cuidaram desta terra, do povo trabalhador que levanta o país todos os dias com força, fé e dignidade.

Esta nação tem alma marcada pela luta de quem nunca se rendeu ao domínio alheio, tem nome e rosto: é o povo, é a gente que semeia, que produz, que resiste. Mas há aqueles que chegam com promessas de progresso e levam toda a riqueza, os capitalistas que veem nesta terra apenas mercadoria, lucro e poder, que exploram o trabalho, fecham fábricas, deixam famílias sem pão e sem teto,
que transformam a necessidade alheia em ouro para encher seus cofres vazios de ética.

E com eles vêm os imperialistas, que de longe comandam os fios do poder, que impõem regras que não servem ao nosso povo, mas sim aos seus interesses, que sugam nossas riquezas naturais como se o Brasil não tivesse dono, que dividem nossas terras, corrompem nossas leis e apagam nossa voz.

Eles falam em desenvolvimento, mas o que fazem é roubar nosso futuro, dizem amar a pátria, mas amam mesmo é o lucro que podem tirar dela, não conhecem o chão que pisamos, não sentem a fome que aperta a mesa do pobre, não têm raízes aqui, só têm negócios que duram enquanto o lucro cresce.

O solo brasileiro foi banhado com o sangue de quem lutou por liberdade, foi cuidado com carinho por povos que aqui viveram muito antes de qualquer domínio, pertence a quem planta, a quem ensina, a quem constrói, a quem defende, pertence ao negro que deu tudo e ainda dá, ao índio que guarda a sabedoria ancestral, ao trabalhador que não tem outro patrimônio senão sua força e sua honestidade.

Jamais será propriedade de quem só quer tomar, usar e depois jogar fora, nenhum capitalista ou imperialista jamais será dono desta pátria, porque o Brasil é do povo, e ao povo sempre pertencerá.

Régis Oliveira – Jornalista, Administrador, Corretor e Assessor Parlamentar

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